Rio de Janeiro (RJ) – As duas faixas da orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foram tomadas por uma multidão na tarde desta segunda-feira, feriado de 12 de outubro. O ato público reuniu milhares de simpatizantes em uma demonstração de apoio à democracia e à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os presentes, rostos de diferentes gerações ilustravam a mobilização. Clara Davidorch, professora aposentada de 87 anos, marcou presença acompanhada de duas amigas, de 85 e 82 anos. Para ela, o comparecimento ao ato é uma questão de legado e compromisso cívico. A aposentada, que atua nas ruas pela campanha desde meados de agosto, destacou a energia dos estudantes como um combustível para o seu otimismo em relação ao pleito.
Suelen Geovana, de 25 anos, saiu de Campo Grande, na zona oeste da cidade, para integrar o movimento. A estudante de pós-graduação na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro atribui sua trajetória acadêmica às políticas de inclusão e acesso ao ensino superior. Ela defende que o momento atual transcende a disputa política tradicional, tratando-se de uma mobilização por pautas fundamentais como saúde e igualdade social.
O ambiente na praia carioca também serviu de cenário para reflexões sobre educação cívica. A advogada Carolina Estrela, de 43 anos, levou seus dois filhos, Larissa, de 11, e Davi, de 8, para acompanhar a manifestação. Para a advogada, a vivência presencial do debate público é uma ferramenta pedagógica essencial. Ela ressaltou que a escolha de um governante também define o futuro dos direitos humanitários e da dignidade da pessoa humana no país.
Além do evento em Copacabana, a agenda de mobilizações em prol do atual presidente se estendeu por outras regiões do estado. Atos foram programados para locais como a Praça da Cantareira, em Niterói, a Quinta da Boa Vista, na zona norte, os Arcos da Lapa, na região central, e a Praça dos Estudantes, em Nilópolis.
O clima entre os manifestantes refletia o desejo de reverter o cenário eleitoral após o primeiro turno, marcado por uma disputa acirrada entre Lula, que obteve 45,16% dos votos, e Flávio Bolsonaro, com 47,03%. O compromisso com o processo democrático, segundo os participantes, passa necessariamente pela pluralidade de ideias e pelo engajamento direto dos cidadãos no debate sobre o destino da nação.









