Baixo Guandu (ES) – O domingo de votação foi marcado por uma ofensiva das forças de segurança contra práticas ilícitas no processo democrático. Ao todo, 28 pessoas foram detidas por agentes da Polícia Federal em sete estados e no Distrito Federal. As ocorrências foram registradas em Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Paraíba, Bahia, Minas Gerais e no Distrito Federal, demonstrando uma atuação capilarizada do órgão durante o pleito.
Desde o início da manhã, a Polícia Federal mantém um esquema de prevenção e repressão em todo o território nacional. O foco das equipes não se limita apenas ao flagrante, mas estende-se à investigação de possíveis crimes contra a integridade da Justiça Eleitoral. Até as 9h, a corporação já havia instaurado três inquéritos policiais e lavrado seis termos circunstanciados de ocorrência para apurar suspeitas específicas.
Entre as infrações que lideram o monitoramento das autoridades estão a realização de propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral. Este último termo abarca, na prática, a compra de votos, uma das condutas mais combatidas pelos agentes no dia da escolha dos representantes políticos. O combate a essas irregularidades é um dos pilares da presença da PF nas seções eleitorais e zonas de votação.
Além das prisões, a operação resultou no confisco de bens e valores que, segundo os investigadores, possuem relação com a prática de ilícitos. O montante total apreendido soma R$ 57.379,00. Desse valor, uma parcela significativa, correspondente a R$ 34.228,00, estava em dinheiro em espécie, levantando suspeitas sobre o uso desse montante na influência indevida sobre o eleitorado.
O trabalho de fiscalização segue ao longo do dia com o objetivo de garantir a normalidade e a lisura do processo de votação. A Polícia Federal mantém o monitoramento constante para inibir qualquer tentativa de aliciamento de eleitores ou irregularidades que possam ferir a legislação eleitoral vigente.












