Brasília (DF) – O cenário da corrida presidencial sofreu uma alteração nesta quarta-feira (30), com a saída oficial de Leonardo Avalanche. Representante do PRTB, o postulante utilizou uma rede social para comunicar que não seguirá com o projeto eleitoral, justificando a decisão a partir de uma combinação de questões técnicas, jurídicas e de foro pessoal.
Ao oficializar o encerramento de sua participação no pleito, Avalanche, que se apresentava no espectro da direita, deixou claro que sua neutralidade será absoluta. O político afirmou categoricamente que não formalizará o apoio a nenhum dos outros nomes que permanecem na disputa, sustentando a visão de que nenhum dos concorrentes atuais é capaz de representar seus ideais ou os princípios que nortearam sua breve campanha.
A entrada de Leonardo Avalanche na disputa havia ocorrido em um momento de turbulência interna do partido, logo após a interrupção da candidatura de Pablo Marçal. Na ocasião, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, de forma unânime, indeferir o registro do então candidato, acolhendo as ponderações apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral.
O cerne do impedimento jurídico enfrentado por Marçal residia na falha de filiação partidária. Segundo o Ministério Público, o político não cumpriu o prazo estabelecido pela janela partidária em abril deste ano, mantendo vínculos com o União Brasil quando deveria já estar integrado aos quadros do PRTB. A irregularidade na transição de legenda foi determinante para o bloqueio da justiça eleitoral.
O quadro jurídico de Pablo Marçal, contudo, é ainda mais complexo. Além do entrave sobre a filiação, ele enfrenta uma restrição severa à sua elegibilidade, estando proibido de concorrer a cargos públicos até o ano de 2032. Essa sanção é resultado de uma condenação por abuso de poder político e econômico, cometidos no curso da campanha para a prefeitura de São Paulo, realizada neste mesmo ano de 2024.











