São Paulo (SP) – A definição das candidaturas do PSTU que disputarão a Presidência da República e o governo do estado de São Paulo ocorreu no início da noite de sexta-feira (31), em convenção partidária realizada na zona leste da capital paulista. O espaço escolhido para abrigar a oficialização dos nomes, o Sindicato dos Metroviários, localizado no tradicional bairro do Belém, acabou funcionando como um elemento simbólico que reforça o caráter operário do evento político que confirmou Hertz Dias na disputa presidencial e Vera Lúcia para a corrida pelo governo paulista.
A legenda aposta na indicação de lideranças com inserção direta em setores de base e na atividade produtiva para apresentar um programa focado na independência de classe. Na chapa nacional, Hertz Dias dividirá o palanque e a disputa eleitoral com Vanessa Portugal, que teve o nome homologado para concorrer ao cargo de vice-presidente da República. A composição do topo da chapa reflete a busca do PSTU por nomes que acumulem vivências fora dos círculos de poder convencionais. Dias atua profissionalmente como professor da rede pública de ensino no estado do Maranhão e desenvolve, de forma paralela, uma carreira como rapper. Essa junção da rotina da sala de aula com a cultura urbana do hip-hop molda a postura do candidato, que estabeleceu como prioridade central de sua campanha o combate de frente ao avanço da extrema direita no território nacional. A plataforma defendida por ele foca na necessidade de organizar uma alternativa de caráter socialista e independente para a classe trabalhadora.
No âmbito estadual de São Paulo, o partido definiu uma chapa composta por mulheres para tentar questionar o cenário tradicional das urnas. A candidatura ao Executivo paulista terá à frente Vera Lúcia, que disputará a eleição ao lado de Renata França, indicada para o posto de candidata a vice-governadora. A história de vida de Vera Lúcia, marcada diretamente pelo trabalho como operária na linha de produção da indústria de calçados, é o pilar que sustenta o tom de sua campanha. A candidata classifica o projeto de sua chapa como um contraponto necessário às gestões governamentais estabelecidas no estado, alegando que as estruturas tradicionais atuam para beneficiar prioritariamente os interesses dos patrões. Em sua formulação política, a postulação se coloca como uma alternativa de corte socialista desenhada para confrontar o poder econômico e dar protagonismo político ao operariado.












