Rio de Janeiro (RJ) – O cenário das urnas no Rio de Janeiro para o dia 4 de outubro está desenhado. Ao todo, 12.857.000 eleitores estão aptos a participar do primeiro turno, consolidando o estado como o terceiro maior colégio eleitoral do Brasil. O pleito, que decidirá os ocupantes de cargos para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, registra um avanço tímido, porém constante: são 29.704 votantes a mais do que o contabilizado no ciclo eleitoral de 2022, representando uma alta de 0,23%.
Um dos pontos de maior relevância logística para esta votação é a digitalização do eleitorado. Dos quase 13 milhões de fluminenses, 10.421.768 — o equivalente a 81,06% — já possuem seus dados biométricos processados pela Justiça Eleitoral. O salto tecnológico é expressivo quando comparado ao índice de 2022, que alcançava apenas 56,64% do público com biometria cadastrada.
No panorama nacional, os números fluminenses representam 8,10% do total de 158.745.463 brasileiros aptos a exercer o direito ao voto. O estado segue atrás apenas de São Paulo, que detém 34.104.226 votantes, e de Minas Gerais, com 16.377.659.
Geografia do voto
A concentração demográfica do voto no Rio segue a lógica urbana das últimas décadas. A capital lidera com larga vantagem, totalizando 4.950.429 pessoas aptas. Logo atrás, o peso da região metropolitana se faz sentir com São Gonçalo (653.494), Duque de Caxias (635.079) e Nova Iguaçu (615.377). Somando todas as cidades, o estado possui 25 municípios que superam a marca de 100 mil eleitores. No extremo oposto, a dinâmica rural ou de pequenos centros ganha corpo em Laje do Muriaé, Macuco e São José de Ubá, que juntos formam o trio com o menor número de votantes, todos abaixo de 8 mil pessoas.
Composição do eleitorado
A fotografia demográfica dos votantes fluminenses revela uma maioria feminina, que soma 6.946.339 mulheres — 54% do total — frente aos 5.902.909 homens. O cadastro também aponta a existência de 3.388 eleitores com nome social e um pequeno grupo, de 7.752 pessoas, sem informação de sexo registrada.
A inclusão também marca o perfil deste grupo. A Justiça Eleitoral contabiliza 141.418 eleitores com algum tipo de deficiência, dos quais 57.600 enfrentam dificuldades específicas de locomoção. Nas extremidades das faixas etárias, o voto facultativo engloba dois grupos distintos: 67.628 jovens entre 16 e 17 anos e um contingente robusto de 1.839.654 pessoas com 70 anos ou mais, que seguem comparecendo às urnas mesmo sem a obrigatoriedade legal.












