Brasília (DF) – O senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, tem encontro marcado com investigadores da Polícia Federal no dia 7 de agosto, em Brasília. A intimação dá continuidade ao inquérito que apura movimentações suspeitas e possíveis fraudes ligadas ao Banco Master.
No cerne da apuração, a PF busca entender se houve alguma contrapartida financeira ou vantagem indevida em troca de apoio político a propostas de interesse do banco dentro do Congresso Nacional. A linha de investigação tenta mapear possíveis conexões entre a atuação parlamentar e os interesses de mercado da instituição.
Questionado por jornalistas em Salvador durante a última terça-feira, dia 21, o senador rechaçou qualquer envolvimento com ilicitudes. Wagner demonstrou serenidade ao tratar do tema, assegurando que pretende apresentar provas de sua inocência tão logo seja ouvido pelas autoridades. Para ele, o desenrolar das oitivas deve esclarecer os pontos obscuros levantados pelos investigadores.
Este movimento da Polícia Federal não é o primeiro sinal de tensão envolvendo o nome de Wagner e a instituição financeira. Em junho passado, o parlamentar tornou-se um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero. O foco daquela etapa residia em supostos contatos entre o senador e Augusto Ferreira Lima, que atuou como sócio do Banco Master.
Na época das buscas e apreensões, o petista já havia se posicionado publicamente sobre o assunto. Embora tenha reconhecido que mantém uma relação de conhecimento pessoal com Augusto Lima, o senador sempre negou ter qualquer tipo de vínculo formal ou relação de influência com o Banco Master ou com seu proprietário, Daniel Vorcaro. A nova fase do processo agora deve aprofundar se esses laços pessoais ultrapassaram a esfera social para atingir a pauta legislativa.
A expectativa em torno do depoimento de agosto é alta, já que o caso toca diretamente em figuras de peso do cenário político nacional. A defesa do senador mantém a postura de colaboração com a justiça, enquanto a Polícia Federal trabalha para delimitar o alcance dessas conexões e verificar se a influência do parlamentar foi utilizada para favorecer manobras financeiras sob investigação. O prazo dado pela corporação reflete a necessidade de celeridade nas apurações que circundam os contratos e as operações do Banco Master.












