Osaka, Japão – O vôlei feminino do Brasil confirmou sua força no cenário internacional nesta sexta-feira (10). Ao superar a Polônia por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 23/25, 25/23 e 28/26, a equipe brasileira carimbou o passaporte para a fase final da Liga das Nações. O confronto, realizado em Osaka, no Japão, marcou a nona vitória do time na competição e consolidou uma sequência positiva na terceira semana da fase preliminar.
A ponteira Ana Cristina assumiu o protagonismo em quadra. A atleta de 22 anos foi o principal nome do duelo, acumulando 26 pontos — sendo 23 deles oriundos de ataques e três bloqueios. Após o embate, a carioca destacou a resiliência do grupo, especialmente ao lidar com momentos de desvantagem no placar, e ressaltou que a coesão coletiva foi o diferencial para neutralizar a pressão polonesa.
O jogo foi marcado por alternâncias de domínio. Após vencerem o set de abertura, as brasileiras cederam o empate, o que forçou um novo ajuste tático. O terceiro set foi um teste de nervos, equilibrado até os pontos finais, quando um ace da central Júlia Kudiess empatou em 22 a 22. A partir daí, o Brasil aproveitou uma falha do adversário e um bloqueio decisivo de Diana para virar e retomar o controle.
A definição veio na quarta parcial, conduzida sob máxima tensão. Uma defesa providencial de Natinha abriu caminho para que Rosamaria finalizasse a jogada de ataque, fechando o set em 28 a 26 e selando o resultado. Júlia Kudiess, que contribuiu com 12 pontos, reforçou que a capacidade de manter o foco em situações críticas tem sido o pilar da equipe nesta fase.
Com a vaga assegurada, o Brasil agora cumpre os últimos compromissos da etapa classificatória. O desafio seguinte ocorre neste sábado (11), às 3h30 (horário de Brasília), contra a Tailândia. O encerramento desta fase será no domingo (12), à 0h, em um duelo contra os Estados Unidos.
A fase final da competição reunirá as sete melhores seleções, somando-se à China, que detém a vaga automática por sediar o mata-mata a partir de 22 de julho. Até aqui, o único revés brasileiro no torneio foi diante da Alemanha, ainda na segunda semana de confrontos.








