Iúna (ES) – O governo do México oficializou a decisão de levar aos tribunais americanos uma série de denúncias criminais. O foco são as mortes de cidadãos mexicanos ocorridas sob a custódia ou em operações conduzidas pelo serviço de imigração dos Estados Unidos. A gota d’água para a medida foi o falecimento de um motorista mexicano, atingido por disparos de um agente do ICE no Texas. O incidente, que desencadeou manifestações, soma-se a um histórico sombrio: segundo o governo do México, 17 pessoas já perderam a vida em circunstâncias semelhantes envolvendo a agência. A promessa das autoridades mexicanas é clara: perseguir a responsabilização dos envolvidos tanto na esfera criminal quanto na cível.
Ainda em solo americano, a batalha jurídica envolvendo gigantes da tecnologia ganha novos contornos. O New York Times e outros veículos de imprensa peticionaram à justiça para que sanções sejam aplicadas contra a OpenAI. A acusação central é que a empresa teria ocultado do tribunal detalhes cruciais sobre sua tecnologia, especificamente quanto à capacidade de identificar reportagens protegidas por direitos autorais utilizadas no treinamento de modelos de IA. Mais do que isso, os jornais sustentam que a companhia teria apagado ou inviabilizado o acesso a logs de conversas do ChatGPT. O processo, aberto em 2023, alega que a OpenAI e a Microsoft utilizaram milhões de artigos sem a devida autorização para a construção de seus sistemas.
No Oriente Médio, o cenário político na Palestina pode sofrer uma mudança profunda. Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, marcou para 28 de novembro a realização de eleições legislativas — um pleito que não ocorre há quase duas décadas. O anúncio sucedeu em três dias a declaração do Hamas de que abandonaria a administração da Faixa de Gaza. Analistas interpretam o gesto como uma manobra estratégica para reorganizar o governo do território, mesmo com as conversas sobre um cessar-fogo com Israel estagnadas, sem qualquer sinal de avanço concreto.
Do outro lado do mundo, a China enfrenta o luto após um incêndio devastador em uma fábrica de calçados na província de Fujian. O fogo deixou 28 mortos, em uma tragédia marcada por cenas desesperadoras de funcionários encurralados no telhado do prédio, enquanto a fumaça preenchia o ambiente. Relatórios preliminares da investigação sugerem que as chamas tiveram início no térreo, propagando-se com violência devido aos materiais altamente inflamáveis empregados na linha de montagem de sapatos. O presidente Xi Jinping exigiu prioridade máxima no resgate das vítimas e ordenou uma apuração rigorosa para identificar as responsabilidades pelo ocorrido.









