Filadélfia, Estados Unidos – A caminhada francesa rumo à terceira decisão consecutiva de Copa do Mundo ganhou mais um capítulo de superação física e paciência na Filadélfia. No último sábado (4), a seleção europeia bateu o ferrolho do Paraguai por 1 a 0 e carimbou o passaporte para as quartas de final, mantendo vivo o plano de igualar o feito histórico do Brasil entre os anos de 1994 e 2002.
O próximo desafio dos comandados de Didier Deschamps será contra Marrocos, reeditando a semifinal do Mundial do Catar, vencida pelos franceses por 2 a 0. O reencontro está marcado para quinta-feira (9), às 17h, na cidade de Boston.
O herói da tarde foi novamente Kylian Mbappé. Ao converter o pênalti decisivo, o camisa 10 alcançou seu sétimo gol nesta edição e o 19º em 19 partidas de Copa — uma média impressionante que o coloca na cola dos 20 gols de Lionel Messi no topo da artilharia histórica do torneio.
A classificação, contudo, exigiu enorme paciência dos europeus. O técnico paraguaio Gustavo Alfaro desenhou um ferrolho defensivo eficiente, promovendo as entradas de Gustavo Velázquez, Omar Alderete e Diego Gómez. Pelo lado francês, a única novidade promovida por Didier Deschamps foi a presença de Manu Koné na vaga de Aurélien Tchouaméni. A estratégia sul-americana neutralizou o favoritismo adversário durante toda a etapa inicial. Embora os franceses dominassem 57% da posse de bola, o goleiro Orlando Gill terminou o primeiro tempo sem trabalhar.
No segundo tempo, a resistência paraguaia começou a ruir pelo desgaste físico. Alderete e Júlio Enciso deixaram o campo exaustos, e o meia Miguel Almirón precisou ser substituído após sentir uma lesão muscular. A insistência francesa foi recompensada aos 19 minutos, quando Désiré Doué — que havia acabado de entrar no lugar de Bradley Barcola — costurou a marcação e acabou derrubado por Gómez dentro da área. Com o auxílio do VAR, a penalidade foi confirmada. Mbappé assumiu a responsabilidade aos 24 minutos e cobrou sem chances de defesa.
Com a desvantagem, os sul-americanos se lançaram ao ataque e cederam espaços. Nos acréscimos, Gill ainda operou duas grandes defesas em chutes seguidos de Mbappé para evitar um placar maior. A reação tardia não foi suficiente, repetindo a frustração histórica de 1998, quando a badalada geração paraguaia também caiu diante dos franceses por um placar magro nas oitavas de final.








