Itaboraí (RJ) – O esconderijo de um casal foragido da Justiça foi descoberto na última terça-feira (16) em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Drogas e da unidade da Polícia Federal em Macaé, que buscavam os suspeitos por envolvimento em uma rede de falsificação de documentos públicos.
Eles estavam sendo procurados em razão de dois mandados de prisão preventiva expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A investigação mira o funcionamento de uma organização criminosa que lucrava ao burlar o sistema carcerário fluminense: o grupo criava alvarás de soltura falsos para garantir a liberdade de detentos perigosos antes do tempo determinado pelas sentenças.
O esquema não era amador. Entre os indivíduos que conseguiram deixar as grades valendo-se dos documentos forjados, destaca-se um dos maiores traficantes de armas do país, que havia sido condenado a uma pena de 27 anos de reclusão. Outros criminosos com condenações por delitos graves também foram beneficiados pela fraude, que simulava ordens judiciais legítimas para enganar as administrações das unidades prisionais.
Após a abordagem em Itaboraí, o casal foi levado às dependências policiais para o cumprimento dos mandados. Em seguida, ambos foram transferidos para o sistema prisional estadual. Agora, eles permanecem sob custódia, à disposição da Justiça Federal, enquanto o processo segue em curso.
A Polícia Federal confirmou que o casal responderá pelos crimes de associação criminosa e falsificação de documento público. No entanto, o inquérito continua aberto para identificar outros integrantes da rede e possíveis novas conexões, o que pode levar ao indiciamento por delitos adicionais conforme a investigação avança.













