Santiago, Chile – Protestos estudantis tomaram as ruas do Chile nesta quarta-feira 3, para expressar descontentamento com a gestão do presidente José Antonio Kast. A mobilização, convocada pela Federação Estudantil, resultou em confrontos diretos entre os manifestantes e as forças policiais, gerando um clima de tensão na capital e em outras cidades.
O pano de fundo para a greve nacional e as manifestações reside nas políticas implementadas pelo governo. Conforme alegam os estudantes e outros setores da sociedade civil, as medidas em curso estariam comprometendo o fortalecimento de serviços públicos essenciais, como educação e saúde, além de impactar outros direitos sociais. A insatisfação é palpável, com um forte sentimento de que os avanços sociais estão sendo retrocedidos.
Durante os atos, a repressão policial intensificou a situação, levando a cenas de violência. Uma estudante resultou ferida em decorrência dos choques com as autoridades. O tumulto provocado pelos protestos também causou transtornos significativos na infraestrutura urbana. Estações do sistema de metrô precisaram ser fechadas de forma temporária para garantir a segurança dos usuários e a contenção da agitação.
O presidente José Antonio Kast, que assumiu a condução do país em março após um período de intensas disputas políticas, enfrenta um crescente questionamento de sua popularidade. Dados recentes indicam uma queda acentuada na aprovação de seu governo. Em pouco mais de dois meses de mandato, o índice de aprovação teria recuado de 57% para 38%, um reflexo da dificuldade em harmonizar as expectativas da população com as diretrizes de sua administração, classificada como de extrema direita.










