Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do ativista de direitos humanos e ambientalista Thiago Ávila, faleceu na tarde desta terça-feira, 5 de novembro, em Brasília. Aos 63 anos, ela enfrentava um quadro grave de saúde há algum tempo, sendo descrita por sua família como uma mulher de força inabalável e alegria marcante.
Um legado familiar
Além de Thiago, Teresa era mãe de Luana de Ávila, agente de polícia e vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal. A conexão da família com a matriarca era profunda, tanto que Thiago prestou uma homenagem em vida ao batizar sua filha de dois anos com o nome da avó. A equipe do ativista ressaltou que a família ofereceu cuidado e dignidade à Teresa até o último momento, em uma demonstração de união e afeto.
A situação do ativista em Israel
O falecimento ocorre enquanto Thiago Ávila permanece sob custódia das autoridades israelenses. Ele foi detido após militares interceptarem um navio da Global Sumud Flotilla em águas internacionais, próximo à ilha grega de Creta. O ativista brasileiro, acompanhado pelo palestino-espanhol Saif Abukeshek, foi levado à força enquanto a missão seguia para Gaza com o objetivo de entregar mantimentos e itens de primeira necessidade à população local.
Prisão prolongada
O Tribunal de Magistrados de Ashkelon, sob a decisão do juiz Yaniv Ben-Haroush, prorrogou a detenção de Ávila até o próximo domingo, 10 de novembro. A medida é alvo de críticas por parte de diversas entidades palestinas, que classificam a prisão como ilegal e denunciam o uso de coerção psicológica e física contra os ativistas detidos pelo governo de Israel.
A equipe de Thiago Ávila informou que os detalhes sobre o velório e o sepultamento de Teresa Regina serão divulgados assim que forem definidos pelos familiares. O grupo segue acompanhando de perto os desdobramentos jurídicos envolvendo o ativista, que partiu de Barcelona em abril com o propósito de integrar a flotilha humanitária.









