Brasília (DF) – O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou nesta quarta-feira (20) as diretrizes do Move Brasil, programa desenhado para renovar a frota de transporte individual no país. Com um montante de R$ 30 bilhões em recursos públicos e privados, a iniciativa mira motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas que precisam trocar seus veículos por modelos novos, mais eficientes e menos poluentes.
A operação será operacionalizada pelo BNDES, que repassa o capital para bancos parceiros. Essas instituições bancárias ficam responsáveis pela concessão direta do crédito e pela gestão do risco de inadimplência. O financiamento contempla carros elétricos, híbridos flex e modelos movidos a etanol, permitindo ainda o acréscimo de até 10% do valor do bem para itens como seguros, equipamentos de segurança e proteções específicas para motoristas mulheres.
Para atrair esse público, o governo desenhou condições competitivas. A taxa básica de juros para a maioria dos beneficiários será de 2,5% ao ano, mas cai para 1,5% para mulheres motoristas. O prazo de pagamento estica até 72 meses, com seis meses de carência, e o teto do financiamento é de R$ 150 mil por veículo. Para garantir a viabilidade do crédito a autônomos, o programa utiliza o Peac-FGI como garantia complementar, reduzindo o medo dos bancos frente ao risco do negócio.
Por trás da medida, o governo busca mitigar o impacto da alta dos combustíveis e das tensões globais no bolso de quem vive atrás do volante. A renovação da frota não é apenas uma questão de mercado, mas uma estratégia para melhorar a mobilidade urbana e reduzir emissões. A decisão foi assinada pelos três integrantes do CMN: Dario Durigan, que preside o órgão, Gabriel Galípolo e Bruno Moretti.








