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Café amargo: o preço alto e seus efeitos no Brasil

O produto está tão caro que, dada sua importância na rotina dos brasileiros, estratégias de economia passaram a circular com destaque: preparar apenas a quantidade necessária e evitar que sobras terminem no ralo tornou-se quase um ato de resistência. 

Redação I Via Jornal O Econômico Por Redação I Via Jornal O Econômico
Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2025
Em Agro, Palavra Aberta
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Café amargo: o preço alto e seus efeitos no Brasil

Marcos José Valle é graduado em Ciências Econômicas, Mestre em Educação e Doutor em Sociologia, da Uninter. © Divulgação

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Por Marcos José Valle

A inflação afeta negativamente nossa vida cotidiana, mas a alta no preço do café provoca verdadeiro pânico. O produto está tão caro que, dada sua importância na rotina dos brasileiros, estratégias de economia passaram a circular com destaque: preparar apenas a quantidade necessária e evitar que sobras terminem no ralo tornou-se quase um ato de resistência. 

Em 2024, o preço do café subiu impressionantes 46%, impulsionado por fatores climáticos. A escassez de chuvas e as temperaturas elevadas prejudicaram a produção do grão arábica, o mais cultivado no Brasil. Além disso, países concorrentes, como Colômbia, Vietnã e Indonésia, enfrentaram dificuldades na produção e distribuição, aumentando a demanda pelo café brasileiro no exterior. Para completar o quadro, a valorização do dólar tornou as exportações ainda mais atraentes para os produtores nacionais, reduzindo a oferta no mercado interno. 

O café é uma commodity, ou seja, uma mercadoria padronizada negociada globalmente. Isso significa que, mesmo com um crescimento na produção entre 2023 e 2024, os preços internos continuam sendo fortemente influenciados pelo cenário internacional. No entanto, não é apenas o mercado global que pesa sobre o bolso do consumidor. 

Os custos de produção também exercem grande impacto. Insumos agrícolas importados, como fertilizantes e defensivos, seguem em alta, resultando em um efeito de inflação importada. Essa elevação nos custos gera uma inflação de oferta, que, combinada com a cultura enraizada do consumo de café, agrava a inflação de demanda. Esse fenômeno, conhecido como inflação cruzada, acontece quando aumentos de preços se retroalimentam entre diferentes setores, dificultando a estabilização dos valores. 

Diante desse cenário, o mercado não perde tempo para oferecer “soluções” duvidosas. Produtos alternativos começam a aparecer, como o famigerado CaFAKE – um “café” que, na melhor das hipóteses, apenas lembra o sabor do original, sem revelar exatamente do que é feito. Uma verdadeira experiência sensorial pós-café, mas sem a garantia de que se trata, de fato, de café. 

Nos próximos meses, as perspectivas não são animadoras. A combinação de calor intenso e chuvas pode aumentar a incidência de fungos nas plantações e nos estoques, prejudicando ainda mais a oferta e pressionando os preços para cima. 

Nesse momento de comoção e solidariedade entre inveterados consumidores de café, sugerir que substituam o café por chá seria tão insensível quanto a frase supostamente dita por Maria Antonieta, rainha da França durante a Revolução Francesa: “se não têm pão, que comam brioches”.  

Resta-nos acompanhar os próximos capítulos desse drama e torcer para que uma eventual abstinência coletiva de café não leve a consequências imprevisíveis. Afinal, um Brasil sem café pode ser um Brasil à beira de um ataque de nervos. 

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Redação I Via Jornal O Econômico

Redação I Via Jornal O Econômico

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