A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe a comercialização de leite em pó importado reconstituído com a aparência de leite líquido. A decisão visa garantir transparência nas compras dos consumidores e proteger a indústria nacional de laticínios contra práticas que são classificadas como enganosas.
Impacto nas prateleiras e rotulagem
A norma determina que produtos fabricados a partir da diluição de leite em pó, soro ou outros derivados fiquem proibidos de utilizar embalagens que remetam ao leite fluido convencional. O texto exige que o rótulo indique de forma explícita que o conteúdo é reconstituído, evitando que o cliente compre o item sob a falsa impressão de que se trata de leite integral fresco.
Defesa do setor produtivo
Deputados favoráveis à proposta sustentam que a venda de leite reconstituído sem a sinalização adequada gera uma competição desleal com os produtores rurais do Brasil. Segundo os parlamentares, o leite fluido in natura apresenta propriedades nutricionais e custos de fabricação diferentes do produto processado a partir de pó importado, o que torna obrigatória a distinção clara nas gôndolas.
Próximos passos legislativos
O projeto segue agora para a análise das comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça antes de seguir para a votação definitiva. Se o texto for aprovado sem mudanças, a medida marcará um avanço na regulamentação do setor lácteo, assegurando que o consumidor receba informações precisas sobre a origem e o método de fabricação dos alimentos.
Além de zelar pelo orçamento das famílias, a iniciativa busca aprimorar a fiscalização sanitária, garantindo que as empresas cumpram os padrões de qualidade específicos para cada categoria. A expectativa dos produtores é que a nova regra ajude a equilibrar o mercado, valorizando a produção local frente aos insumos que chegam do exterior.













