Brasília (DF) – A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) iniciou um processo de escuta popular sobre a inclusão do pembrolizumabe no tratamento de câncer de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero. Atualmente, o SUS já disponibiliza essa imunoterapia, mas ela é restrita ao melanoma metastático, uma forma agressiva de câncer de pele.
Diferente da quimioterapia convencional, o pembrolizumabe atua diretamente no sistema imunológico, ensinando o organismo a identificar e neutralizar tumores com maior precisão e menos toxicidade. A MSD, fabricante do fármaco, selou um acordo com o Instituto Butantan em março para nacionalizar a produção, movimento que visa reduzir drasticamente os custos operacionais para o Ministério da Saúde.
O desafio agora é financeiro. Em uma análise preliminar, a Conitec sugeriu não incorporar a droga, citando incertezas sobre a relação custo-benefício e o impacto bilionário — que pode chegar a R$ 3 bilhões em cinco anos. Segundo o Feed Editoria, a expectativa é que a ampliação beneficie cerca de 13 mil pacientes anualmente, superando a marca atual de 1,7 mil atendidos.
A decisão final depende do feedback coletado nestas consultas. A Conitec busca relatos reais de pacientes e médicos sobre a eficácia do tratamento para embasar o veredito. Interessados podem enviar contribuições pelo site oficial da comissão até 2 de junho para câncer de esôfago e colo do útero, e até 8 de junho para casos de mama e pulmão.











