São Paulo (SP) – As portas das unidades de saúde da capital paulista abrem neste sábado, 20 de julho, com uma novidade no calendário de imunização infantil. A cidade começa a aplicar a vacina pneumocócica 20-valente, a VPC20, marcando o início da transição definitiva do modelo 10-valente (VPC10). A estratégia foca nos pequenos com menos de cinco anos, mas o acesso depende diretamente do histórico vacinal de cada criança e das doses que ela já recebeu anteriormente.
A mudança, que segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações, carrega uma expectativa robusta para os próximos meses. O objetivo é alcançar cerca de 116 mil crianças na rede municipal até o final de 2026. Para colocar o plano em prática, o Ministério da Saúde já enviou um lote inicial de 26.890 doses para a Secretaria Municipal da Saúde.
A chegada da nova versão é vista como um ganho técnico expressivo. Ela amplia o espectro de defesa contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, combatendo uma quantidade maior de sorotipos. Na prática, isso se traduz em uma barreira mais sólida contra quadros severos, como meningites, pneumonias e infecções generalizadas na corrente sanguínea.
Neste sábado, o atendimento ocorre em regime especial. As doses estarão disponíveis nas unidades do modelo AMAs/UBSs Integradas, com funcionamento das 7h às 19h. A partir da próxima segunda-feira, dia 22, a rede alarga o alcance da medida e passa a oferecer o imunizante em todas as unidades básicas de saúde espalhadas pela cidade.
Os números mostram a dimensão do desafio logístico. Entre janeiro e maio deste ano, a rede municipal de São Paulo registrou uma média mensal de 24.607 doses aplicadas da versão anterior, a VPC10. Agora, a pasta da Saúde reforça o pedido para que pais e responsáveis aproveitem a oportunidade de atualização para conferir, de uma vez, todo o histórico da caderneta de vacinação dos filhos.
A substituição ocorre de forma gradual. Para saber se a criança deve receber a nova fórmula, é preciso apresentar o documento vacinal no posto. A ideia é garantir que ninguém fique com o ciclo de proteção interrompido, consolidando a vacinação como a estratégia mais eficaz para evitar internações evitáveis e complicações graves na infância.











