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Home Mundo da Saúde 360 Qualidade de Vida

Homens jovens lideram uso de medicamentos para sexo por pressão de performance

Pesquisa aponta que a automedicação sexual é mais frequente entre homens jovens devido a fatores socioculturais e ansiedade de desempenho

Redação I Via Mundo da Saúde 360! Por Redação I Via Mundo da Saúde 360!
quinta-feira, 2 de outubro de 2025
Em Qualidade de Vida, Saúde, Urologia
Reading Time: 4 mins read
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© Divulgação I Via Pixabay

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Vitória (ES) – O uso de medicamentos para melhorar o desempenho sexual vem se tornando cada vez mais comum no Brasil, principalmente entre homens jovens. É o que mostra um levantamento inédito realizado com 1.902 pacientes do urologista Dr. Paulo Egydio, com o objetivo de traçar o panorama da disfunção erétil no país.

Um dos pontos investigados pela pesquisa foi o uso de substâncias sem diagnóstico de impotência, predominante entre a população mais jovem. O estudo também levantou a hipótese de que a pressão social por performance e outros fatores emocionais ajudam a explicar esse comportamento.

Pesquisa revela perfil jovem de automedicação

O levantamento indica que 20% dos homens sem diagnóstico de disfunção erétil usam medicamentos para melhorar o desempenho sexual. O dado chama atenção por evidenciar uma conexão direta com pressões externas.

A faixa etária predominante vai dos 20 aos 40 anos, com idade média de 42 anos entre os usuários. São homens sexualmente saudáveis que recorrem aos fármacos como forma de reforço, mesmo sem apresentar dificuldade de ereção.

Segundo especialistas, aspectos socioculturais e pressão por performance parecem ser os principais motores desse comportamento. A cobrança por corresponder a padrões de virilidade ajuda a explicar a procura por medicamentos.

O fenômeno acende um sinal de alerta. Embora seguros quando prescritos, os medicamentos podem causar riscos se usados sem acompanhamento médico.

Tadalafila é a substância mais utilizada

A pesquisa feita pelo Dr. Paulo Egydio também mostrou que a tadalafila é o medicamento mais usado por homens sem disfunção erétil, presente em 69% dos casos. Seu efeito prolongado, que pode durar até 36 horas, tornou o fármaco popular entre quem busca desempenho.

Já a sildenafila, princípio ativo do Viagra, representa 20% dos usos. Apesar de sua ação mais curta, continua sendo associada à ideia de solução rápida para ereção.

Grande parte desses remédios é adquirida sem receita médica. A facilidade de acesso em farmácias e na internet estimula a automedicação, que pode gerar riscos e interações perigosas com outras substâncias.

Em menor escala, surgem alternativas como injeções Bimix e Trimix, usadas em 2,6% dos casos. Além disso, recursos como extensores, bombas de vácuo ou fisioterapia representam 10% das escolhas.

De acordo com o Dr. Paulo, é fundamental refletir sobre os riscos do uso indiscriminado: “É importante considerar algo que vai além dos estudos científicos e entra no campo prático da medicina: como qualquer medicamento, o uso indiscriminado da tadalafila pode levar ao fenômeno da tolerância. Ou seja, quando o paciente realmente precisar do medicamento no futuro, ele pode não apresentar a mesma eficácia esperada”, explica o urologista e autor da pesquisa.

Educação sexual é essencial para reduzir riscos

A automedicação em saúde sexual pode trazer efeitos adversos, como dor de cabeça, alterações na visão e problemas cardiovasculares, especialmente em pessoas com histórico de doenças cardíacas.

Também existe o risco de dependência psicológica, pois muitos homens começam a relacionar sua capacidade sexual somente ao uso de medicamentos, o que pode aumentar a ansiedade em vez de reduzi-la.

“Como médico, recomendo que qualquer uso de medicamentos seja feito com extrema cautela e sob orientação médica. Saúde não se constrói com atalhos, mas com escolhas conscientes e bem fundamentadas. Procure sempre um profissional qualificado para orientá-lo. Isso é essencial para garantir sua segurança e evitar prejuízos futuros à sua saúde”, alerta o Dr. Paulo Egydio

Por isso, a educação sexual tem papel fundamental. Informar sobre os limites do corpo, quebrar tabus sobre masculinidade e estimular o diálogo sobre saúde íntima ajudam a reduzir a pressão sociocultural que alimenta esse comportamento.

Aviso: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas ou necessidade de tratamento, procure sempre a orientação de um profissional de saúde qualificado.

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