São Paulo (SP) – O quadro de saúde do cacique Raoni registrou avanços significativos nas últimas horas. De acordo com informações médicas liberadas nesta terça-feira, dia 23, o líder indígena começou a fazer a transição para a dieta oral, um passo importante no protocolo de sua recuperação.
Aos 94 anos, Raoni deu entrada em uma unidade hospitalar no Mato Grosso em 14 de maio. Naquela ocasião, o cenário era preocupante: o cacique apresentava sintomas de desidratação severa, sonolência excessiva e um quadro de abdome distendido. O sinal de alerta máximo foi a anúria, a ausência de diurese, que indicava uma falha temporária dos rins na filtragem do sangue.
Diante da gravidade da situação, ele foi transferido para o Hospital São Paulo, na capital paulista, após apresentar uma oscilação inicial. Na unidade, o cacique passou por um procedimento cirúrgico para desobstrução intestinal. A intervenção foi concluída com sucesso e marcou o início de uma curva de melhora mais consistente.
Os registros da equipe médica mostram que a recuperação tem ocorrido de forma gradual e diária. Na segunda-feira, dia 22, o boletim já sinalizava estabilidade, com o paciente afebril e sem a necessidade de aparelhos para respirar, o que demonstra uma autonomia pulmonar preservada. Além disso, a função renal, que foi um dos pontos de maior preocupação durante a internação, está normalizada.
Raoni segue sob monitoramento rigoroso dentro da unidade de terapia intensiva. A expectativa é que um novo informe sobre o estado clínico do líder seja liberado pela equipe responsável nesta quarta-feira, dia 24.













