Vitória (ES) – O Theatro Carlos Gomes, no centro de Vitória, recebe no dia 21 de maio, às 20h, um encontro musical de peso. A Vale Música Jazz Band divide o palco com o contrabaixista Michael Pipoquinha, um dos nomes mais celebrados da nova safra de instrumentistas brasileiros. O evento, viabilizado pelo Instituto Cultural Vale por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, promete ser um marco para o calendário cultural da capital capixaba.
Os ingressos gratuitos já possuem data para liberação. O público interessado pode garantir seu lugar a partir do meio-dia desta quinta-feira, 14 de maio, exclusivamente pela plataforma Sympla. A organização recomenda agilidade, dado o prestígio dos envolvidos e a natureza única da apresentação.
Uma formação de referência
Sob a batuta do maestro Tiago Veloso, a Vale Música Jazz Band atua como um dos pilares do Projeto Vale Música Espírito Santo. O grupo, composto por 23 integrantes com idades entre 16 e 28 anos, mantém a estrutura clássica das grandes big bands. O naipe sonoro equilibra cinco saxofones, quatro trompetes, quatro trombones e uma cozinha rítmica formada por baixo, bateria, guitarra e piano.
Desde sua criação em 2015, a banda construiu um histórico de colaborações expressivas. Já dividiram o palco com nomes como João Bosco, Hamilton de Holanda, Gilson Peranzzetta e Indiana Nomma. A participação no festival I Love Jazz, em Minas Gerais, ao lado da cantora Alma Thomas, é outro ponto alto na trajetória desses jovens músicos.
Virtuosismo e identidade brasileira
Michael Pipoquinha, aos 30 anos, é reconhecido internacionalmente pelo domínio técnico precoce do seu instrumento. Com uma trajetória profissional que começou aos 11 anos no Ceará, ele construiu uma linguagem que une a complexidade harmônica do jazz à ginga dos ritmos nacionais. Para o maestro Tiago Veloso, o baixista é um dos artistas mais completos do cenário atual.
O regente destaca a capacidade de Pipoquinha em transitar entre o papel de solista e o de acompanhante com fluidez melódica. Segundo Veloso, a técnica do convidado evoca a agilidade dos grandes mestres do jazz mundial, sem nunca se distanciar da essência do forró, do samba ou do frevo. É essa mistura que o público de Vitória poderá conferir de perto.
Expectativas para o palco
A preparação para o concerto baseia-se em três pilares fundamentais: o virtuosismo explosivo de Pipoquinha, a fusão rítmica e uma dinâmica focada na improvisação. O espetáculo será dividido em dois blocos. Inicialmente, a banda apresenta temas instrumentais assinados por Diego Garbin, Danil Junio e Joabe Reis. Na sequência, o convidado assume o protagonismo ao lado dos estudantes.
Para o maestro, a troca de experiências é o maior legado do evento. O contato direto com um músico de projeção global estimula a criatividade coletiva dos alunos, além de reforçar a importância da precisão rítmica. Mais do que uma apresentação técnica, o encontro pretende inspirar os estudantes a enxergarem o contrabaixo como um universo de possibilidades expressivas.
Trajetória de um prodígio
Nascido em Limoeiro do Norte, Pipoquinha vive em São Paulo desde a adolescência. Sua carreira internacional inclui passagens marcantes pela Europa e Oriente Médio, com apresentações memoráveis ao lado de lendas como Marcus Miller e Ron Carter. O baixista também possui um catálogo discográfico robusto, com álbuns como Cearencinho e Um Novo Tom, este último figurando entre os mais vendidos no Bandcamp.
O Projeto Vale Música Espírito Santo, responsável pela iniciativa, atende hoje 350 jovens em núcleos na Serra e em Vitória. Além da formação musical, o projeto promove o intercâmbio cultural, levando seus grupos a palcos prestigiados como o Carnegie Hall, nos Estados Unidos. O concerto conta com o apoio técnico e a articulação do Governo ES, mantendo o compromisso de democratizar o acesso à música de alta qualidade.













