Brejetuba (ES) – As agências bancárias de todo o Brasil podem enfrentar instabilidades no atendimento nesta quinta-feira, dia 20. A categoria dos bancários aprovou, em assembleias ocorridas na última segunda-feira, uma paralisação de 24 horas como forma de pressionar os avanços na campanha salarial de 2026. A decisão, chancelada pelo Comando Nacional dos Bancários, surge diante da ausência de uma proposta concreta das instituições financeiras para as reivindicações econômicas apresentadas pelo setor.
O movimento grevista foca em uma lista de pedidos que inclui 5% de aumento real acima da inflação, além de reajustes no piso salarial da classe e nos valores destinados ao vale-refeição e ao vale-alimentação. Os trabalhadores também buscam mudanças estruturais na política de participação nos lucros e resultados, a PLR, buscando maior valorização frente ao desempenho do sistema financeiro. Para os clientes que necessitarem de serviços bancários durante o dia, a orientação é priorizar a utilização de aplicativos e plataformas de internet banking.
Embora a paralisação tenha abrangência nacional, o fechamento total das agências não é garantido. A concretização do protesto em cada localidade dependerá diretamente da adesão dos funcionários e das estratégias organizadas pelos sindicatos regionais. A mobilização também se estende ao ambiente digital: os bancários que atuam em regime de home office foram orientados a manterem-se desconectados dos sistemas internos das empresas, evitando qualquer registro de ponto ou execução de tarefas durante o período de 24 horas.
O cenário de tensão se desenha desde o final de junho, quando a pauta de reivindicações foi formalmente entregue à Federação Nacional dos Bancos, a Fenaban. As rodadas de negociação começaram oficialmente no dia 2 de julho, mas o Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o presente momento, nenhuma proposta referente aos ganhos econômicos foi formalizada pelos representantes patronais. A ausência de um documento formal tem sido o ponto central do descontentamento da classe.
Por outro lado, a Federação Nacional dos Bancos e a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, sustentam que o recebimento da pauta ocorreu dentro do prazo previsto, em 24 de junho, e que o cronograma de debates entre as partes segue o calendário estabelecido anteriormente. A paralisação ocorre justamente nas proximidades da data-base da categoria, transformando o ato desta quinta-feira em um termômetro para os próximos passos das tratativas. O movimento é considerado uma etapa crucial de mobilização para forçar uma definição nas mesas de negociação ainda este ano.












