Limeira (SP) – Nesta quarta-feira, 17 de julho, a administração municipal de Limeira intensificou o bloqueio aos caminhos clandestinos que levam à chamada Ponte do Esqueleto. A ação busca conter a entrada de curiosos em uma estrutura que, embora interditada, tornou-se palco de atividades de risco extremo. O terreno é de responsabilidade da União, e o município reforçou que invadir o espaço configura crime, uma vez que não se trata de local aberto à visitação pública.
O endurecimento da fiscalização acontece na esteira de um episódio fatal ocorrido no último sábado, dia 13. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair de uma altura aproximada de 40 metros. Ela participava de uma atividade de rope jump organizada por uma empresa privada, mas, segundo as investigações, a jovem foi lançada ao vazio sem estar devidamente conectada aos dispositivos de segurança.
A prefeitura de Limeira esclareceu que a demora em uma intervenção definitiva no local deveu-se a entraves operacionais junto ao governo federal, que detém a posse da estrutura. Recentemente, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) assumiu formalmente a propriedade da ponte, processo concluído em maio deste ano. O órgão reiterou que jamais concedeu qualquer autorização para a realização de esportes radicais ou eventos no ponto que divide os municípios de Limeira e Cordeirópolis.
Na última segunda-feira, dia 15, um encontro entre representantes da SPU, da Advocacia-Geral da União (AGU) e os prefeitos Murilo Félix, de Limeira, e Cristina Saad, de Cordeirópolis, marcou o início de uma nova fase de negociações. Durante a reunião, as lideranças municipais foram enfáticas ao defender a demolição completa do viaduto como a única alternativa capaz de eliminar os riscos de novos acidentes. A prefeita de Cordeirópolis chegou a classificar a necessidade de derrubada da estrutura como imediata.
A gestão de Limeira, por sua vez, relatou dificuldades históricas para manter o perímetro isolado. O prefeito Murilo Félix apontou que medidas anteriores, como a abertura de valetas para impedir o tráfego de veículos e pessoas, foram sabotadas — em certa ocasião, a vala foi aterrada sem que a administração soubesse quem executou o serviço.
Por ora, as intervenções físicas permanentes, como a construção de barreiras de concreto e muros, permanecem sob a governança da União. A SPU mantém o diálogo aberto com as prefeituras da região, enquanto busca um desfecho para o destino da ponte. Até que essa solução definitiva seja anunciada, o acesso à área segue estritamente proibido, sob vigilância e punições legais para quem ignorar a sinalização de perigo.













