São Paulo (SP) – O centro financeiro de São Paulo foi ocupado neste domingo (11) por uma expressiva manifestação de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ato, autodenominado Marcha Pela Democracia, reuniu uma coalizão diversa que incluiu movimentos sociais, representantes da Parada do Orgulho LGBT+, torcidas organizadas de clubes como Corinthians e Palmeiras, além de comunidades digitais de fãs de artistas como Taylor Swift, Beyoncé, BTS e Lady Gaga.
O presidente compareceu ao evento e aproveitou o palanque improvisado em um carro de som posicionado diante do Museu de Arte de São Paulo (MASP) para intensificar o tom da campanha. Em seu discurso, Lula resgatou críticas à gestão anterior de Jair Bolsonaro, focando especialmente na condução da pandemia de covid-19. Ele relembrou episódios de falta de insumos hospitalares e o ceticismo do antigo governo em relação a protocolos médicos e científicos.
A pauta política da semana foi um dos pontos centrais da fala presidencial. Lula classificou os próximos dias como decisivos e direcionou críticas ao PL, partido de seu adversário, Flávio Bolsonaro, devido à votação sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado, prevista para quarta-feira (14). O petista questionou a postura da oposição em relação à jornada de trabalho, desafiando os parlamentares a demonstrarem se pretendem apoiar a redução da carga horária para garantir descanso aos trabalhadores.
Ainda sobre questões legislativas, o candidato comentou o avanço da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública. Segundo Lula, a medida é fundamental para que o governo federal tenha prerrogativa de intervenção direta no combate à criminalidade. Ele afirmou que a estratégia visa ampliar a proteção aos territórios e às comunidades, enquanto reforça o rigor penal contra grupos criminosos, superando limitações constitucionais atuais.
Durante o evento, Lula também condenou a proposta econômica do adversário, apelidada de tesouraço. O presidente comparou a medida a políticas implementadas pelo governo de Javier Milei na Argentina, argumentando que cortes indiscriminados de gastos impactariam diretamente aposentados e a parcela mais pobre da população. Em contrapartida, ele enfatizou números de sua gestão na educação, projetando a meta de elevar o número de brasileiros com diploma universitário para 100 milhões.
Preocupado com o índice de abstenção registrado no primeiro turno, que atingiu 21,08%, Lula apelou aos eleitores com mais de 70 anos para que compareçam às seções eleitorais. Ele instou a população a exercer o direito ao voto como uma forma de zelar pelo futuro das próximas gerações.
O movimento em São Paulo foi acompanhado por atos similares em outras capitais brasileiras. Em estados como Alagoas, Rio de Janeiro, Goiás, Bahia e no Distrito Federal, apoiadores realizaram mobilizações em praças, orlas e centros urbanos. As pautas dos encontros, que incluíram a Caminhada Rosa em Belo Horizonte, convergiram na defesa da candidatura do PT e em demandas por reformas trabalhistas e sociais.










