Brasília (DF) – Durante a celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, Luiz Inácio Lula da Silva utilizou o momento para reiterar a importância da liberdade de credo e da convivência pacífica entre os cidadãos brasileiros. O presidente, que na ocasião ainda disputava o pleito pela reeleição, manifestou repúdio público a qualquer tipo de ofensa motivada por diferenças religiosas. Para o chefe do Executivo, a manutenção de um ambiente democrático e civilizado exige que a fé e a espiritualidade de cada indivíduo sejam preservadas, independentemente de escolhas pessoais.
A declaração ocorreu logo após a conclusão de uma missa reservada a convidados e autoridades, realizada nas dependências do Palácio da Alvorada. A cerimônia serviu tanto como uma homenagem à Santa Padroeira do Brasil quanto uma celebração voltada ao Dia das Crianças. Durante o encontro, o tom do discurso focou em valores de harmonia social e respeito à diversidade de crenças que compõe o tecido cultural do país.
Em um segundo momento, a pauta migrou para a agenda habitacional. Acompanhado por crianças que vestiam camisetas do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, o presidente sublinhou o impacto do Minha Casa, Minha Vida, classificando a iniciativa como o programa de habitação de maior alcance na história recente do país. O foco do discurso recaiu sobre a estratégia de priorizar mulheres na entrega das chaves, alcançando a marca de 85% dos beneficiários do programa.
Lula argumentou que o déficit habitacional brasileiro é um problema superável, desde que haja a manutenção dos investimentos voltados à parcela mais vulnerável da população. O presidente aproveitou para citar a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica prevista para 2026, que abordará o tema Fraternidade e Moradia, sob o lema Ele veio morar entre nós. Ele ainda destacou a estratégia de incluir espaços dedicados a bibliotecas nos novos conjuntos habitacionais entregues à população.
No que diz respeito aos números do setor, o governo federal já destinou um montante de R$ 30 bilhões a um fundo específico gerido pela Caixa Econômica Federal. O recurso é voltado exclusivamente para a viabilização de reformas habitacionais pelo território nacional. Segundo a projeção apresentada, a gestão federal espera encerrar o atual ciclo anual atingindo a marca de 3 milhões de casas contratadas, uma medida que visa reduzir drasticamente o passivo habitacional acumulado.











