La Guaira, Venezuela – O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, prepara sua ida à Venezuela para a próxima semana. A missão foi definida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca entender de que maneira as Forças Armadas brasileiras podem prestar suporte técnico e logístico ao país vizinho, gravemente atingido por abalos sísmicos desde a última quarta-feira (24).
A ordem partiu diretamente do Palácio do Planalto durante uma cerimônia da Marinha realizada em Itajaí, no litoral catarinense. O momento serviu também para que o presidente manifestasse pesar pela situação crítica enfrentada pelos venezuelanos, solicitando um minuto de silêncio em memória das 589 vítimas fatais confirmadas até o momento pelas autoridades locais.
O cenário, porém, caminha para proporções muito mais dramáticas. Enquanto os dados oficiais contabilizam os óbitos, plataformas organizadas pela sociedade civil, como o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, traçam um quadro bem mais sombrio. Estimativas extraoficiais apontam para mais de 40 mil pessoas cujo paradeiro ainda é desconhecido. A incerteza sobre o destino dessas milhares de famílias paira sobre os escombros, aumentando a pressão por uma resposta humanitária coordenada.
O impacto dos tremores — que atingiram as magnitudes de 7.2 e 7.5 na escala Richter — concentrou sua força destrutiva no estado de La Guaira. O fenômeno causou o colapso estrutural de diversas edificações, deixando uma paisagem de destruição que exige expertise em resgate e assistência médica de emergência. A viagem de Múcio Monteiro, nesse contexto, visa encurtar distâncias entre as necessidades urgentes da região afetada e a capacidade de prontidão brasileira para mitigar o sofrimento da população.












