Rio de Janeiro (RJ) – O centro da capital fluminense foi tomado por uma caminhada de estudantes secundaristas e universitários nesta quarta-feira, data em que manifestantes se mobilizaram em favor da candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. O atual chefe do Executivo disputa o segundo turno das eleições de 2026 com Flávio Bolsonaro, buscando assegurar um segundo mandato consecutivo.
A concentração teve início logo no começo da tarde nas imediações da Igreja da Candelária. De lá, o grupo seguiu em marcha pela Avenida Rio Branco até alcançar a Cinelândia. Durante o trajeto, os participantes levantaram bandeiras voltadas para a defesa da educação pública, a extinção da escala de trabalho 6×1 e a preservação dos direitos sociais e democráticos.
Cursando direito na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Paulo Victor de Almeida Coelho afirmou que o engajamento na campanha de Lula busca assegurar melhores perspectivas para as próximas gerações. O estudante apontou a necessidade de novos investimentos e de condições estruturais para o acesso e a permanência no ensino superior público. Em sua avaliação, o período anterior foi marcado por restrições orçamentárias e dificuldades sociais que justificam a presença nas ruas.
Na mesma linha, a estudante de design da Universidade Federal do Rio de Janeiro Raissa Bispo, de 21 anos, justificou seu posicionamento eleitoral apontando riscos institucionais associados ao adversário na disputa. Para ela, declarações recentes sobre alterações na Constituição representam perigo direto às garantias fundamentais, tornando indispensável a mobilização em defesa da soberania nacional.
Enquanto a movimentação ocorria no Rio de Janeiro, a campanha do opositor registrou novas adesões políticas na região Centro-Oeste. Em evento realizado na terça-feira em Goiânia que reuniu empresários e lideranças do setor agropecuário, Flávio Bolsonaro obteve o apoio formal do ex-governador goiano Ronaldo Caiado. O político do PSD justificou o alinhamento como desdobramento de sua trajetória de oposição ao Partido dos Trabalhadores, prometendo engajamento integral na disputa.
Durante o encontro com o setor produtivo, que também contou com o endosso oficial da Frente Parlamentar da Agropecuária, o candidato recebeu um documento contendo propostas programáticas para um eventual governo. Na ocasião, ele destacou a relevância sentimental da aliança e sinalizou a intenção de adotar diretrizes de segurança pública inspiradas nos modelos implementados em Goiás e em São Paulo, defendendo o endurecimento das sanções penais.













