Baixo Guandu (ES) – O destino político do Espírito Santo é decidido neste domingo, dia 25, nas urnas. O colégio eleitoral do estado, composto por 2,9 milhões de cidadãos, comparece aos locais de votação para escolher quem comandará o executivo estadual. A definição ocorre em um segundo turno que polariza o cenário político entre dois nomes conhecidos do eleitorado capixaba: Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB.
A corrida eleitoral chega a esta fase final após uma etapa inicial em que Pazolini consolidou uma vantagem expressiva. No primeiro turno, o candidato do Republicanos alcançou 49,65% dos votos válidos, totalizando 1.048.633 eleitores. Ricardo Ferraço, por sua vez, garantiu sua vaga na decisão ao registrar 34,06% da preferência, o que representou 719.397 votos. A diferença entre ambos agora é testada pela capacidade de atrair os votos que foram destinados aos demais postulantes na primeira rodada.
Lorenzo Pazolini, aos 44 anos, carrega em seu currículo a experiência de dois mandatos como prefeito de Vitória. Natural da capital capixaba, o candidato também construiu trajetória como delegado de polícia e deputado estadual antes de se licenciar do cargo municipal em 2026 para se dedicar exclusivamente à campanha pelo governo. Sua plataforma foca na continuidade do trabalho realizado na prefeitura e na busca por uma gestão que pretende ampliar os serviços públicos estaduais.
Já o seu adversário, Ricardo Ferraço, tem 63 anos e detém uma vivência política extensa. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, o candidato do MDB ocupa atualmente o cargo de governador. Ele assumiu o posto em abril de 2026, sucedendo Renato Casagrande, que renunciou ao mandato justamente para concorrer a uma vaga no Senado Federal. A trajetória de Ferraço inclui atuações como vereador, deputado estadual, deputado federal e vice-governador, além do período em que representou o estado no Senado da República.
O resultado das urnas deste domingo encerrará o suspense sobre quem assumirá a cadeira principal do governo estadual pelos próximos anos. As seções eleitorais permanecem abertas ao longo do dia para o registro dos votos, enquanto as campanhas concentram seus esforços finais na mobilização dos eleitores que ainda se encontram indecisos ou que se abstiveram de votar no pleito anterior. O encerramento da votação dará início à apuração que definirá o futuro da gestão pública no Espírito Santo.











