Nova York, Estados Unidos – Representantes de governos de várias regiões do planeta se uniram nesta quarta-feira em Nova York para consolidar o compromisso político com o Direito Internacional Humanitário. A articulação ocorreu nos bastidores da semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU, colocando em pauta a urgência de cumprir regras fundamentais em zonas de confronto.
O Brasil participou do evento por meio do ministro Mauro Vieira. Estiveram presentes também os ministros das Relações Exteriores da África do Sul, Cazaquistão e Jordânia, além de autoridades de alto escalão da China e da França, acompanhados pela presidenta do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Criada há dois anos pelo bloco de seis nações organizadoras, a iniciativa diplomática já reúne 118 países adesistas. O documento central da mobilização estabelece que os Estados possuem a obrigação irrenunciável de defender, implementar e aplicar as Convenções de Genebra em qualquer cenário, o que abrange expressamente situações de ocupação militar.
Durante as discussões, o vice-primeiro-ministro da Jordânia apontou que mais de 130 conflitos armados no mundo atual operam sob condições inaceitáveis. Ayman Safadi direcionou críticas severas à situação na Faixa de Gaza ao exemplificar as violações recorrentes.
A autoridade jordaniana argumentou que a aplicação de normas não pode tolerar critérios seletivos. Citou o caso palestino sob ocupação, onde cinco milhões de pessoas enfrentam a negação de direitos fundamentais à liberdade e à criação de um Estado próprio.
No mesmo discurso, o representante denunciou que o governo israelense viola o acesso a alimentos, escolas e hospitais, desafiando de forma contínua o direito internacional protegido por uma suposta impunidade histórica.
Como desdobramento prático da articulação política iniciada na Assembleia Geral, a Jordânia sediará em dezembro a primeira conferência de alto nível voltada para a defesa da humanidade em contextos de guerra.








