Peshawar, Paquistão – Uma manhã letiva rotineira em Peshawar, no noroeste do Paquistão, transformou-se em cenário de desolação nesta quinta-feira, 15. Por volta das nove horas, o telhado de uma escola cedeu, provocando a morte de 32 alunos e de uma professora. O incidente mobilizou as equipes de socorro em uma operação de resgate que se estendeu por mais de quatro horas sob os escombros da estrutura.
O prédio, que possuía dois andares, sofreu um colapso catastrófico quando a cobertura do pavimento superior desabou diretamente sobre as salas de aula localizadas abaixo. A maioria das vítimas fatais era composta por crianças com menos de 13 anos, oriundas de famílias de baixa renda da região. O impacto do desabamento foi devastador, conforme registrado por imagens televisivas que exibiram o esforço exaustivo de socorristas tentando localizar sobreviventes apenas com o auxílio das mãos, em meio a uma multidão de moradores locais que se reuniu nas proximidades do edifício.
A gravidade da ocorrência exigiu a decretação de situação de emergência em um hospital público vizinho para assegurar o atendimento das vítimas. De acordo com o balanço atual, 17 das crianças chegaram à unidade de saúde já sem vida. Entre os ao menos 45 feridos, o quadro clínico é variado: parte dos jovens sofreu traumas leves e recebeu alta, mas há registros de ferimentos graves. Ao menos três crianças permanecem em estado crítico, com lesões severas na região da cabeça.
As investigações iniciais apontam para falhas estruturais graves no prédio. O chefe da polícia municipal classificou a construção como frágil. Segundo a autoridade, a realização de obras em uma estrutura já debilitada causou uma sobrecarga insustentável ao telhado, precipitando o desastre. A fragilidade das instalações educacionais em áreas de vulnerabilidade social volta a ser colocada em xeque após este episódio.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, manifestou pesar pela tragédia. Em uma rede social, o chefe de governo assegurou que os responsáveis pela negligência que levou ao colapso do imóvel serão identificados e deverão responder judicialmente pelo ocorrido. A comoção tomou conta da cidade enquanto o governo e as equipes de emergência tentam lidar com os desdobramentos de uma das maiores tragédias escolares recentes na província.







