Brasília (DF) – O Tribunal Superior Eleitoral agendou para a próxima quinta-feira, às 10h, uma sessão que promete alterar o cenário político fluminense. Em pauta, a análise de um pedido da defesa de Anthony Garotinho, do Republicanos, que busca desistir de um recurso protocolado contra a própria inelegibilidade. O desfecho dessa discussão técnica possui implicações diretas na contagem oficial das eleições estaduais.
A controvérsia jurídica gira em torno da validade dos sufrágios recebidos por Garotinho no pleito do último domingo. O nome do candidato permaneceu nas urnas eletrônicas porque a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que o barrou devido a uma condenação por improbidade administrativa transitada em 2018, foi proferida apenas após o fechamento do sistema de votação. Na sexta-feira, dia 2, um ministro do TSE já havia antecipado que os votos destinados a ele não deveriam ser considerados válidos, figurando como anulados sob judice.
Caso os ministros da corte superior aceitem o pedido de desistência apresentado pela defesa, a anulação dos votos de Garotinho tornar-se-á definitiva. Esse movimento forçará uma nova totalização do pleito por parte do tribunal regional. A medida é o último obstáculo para que Douglas Ruas, do PL, seja oficialmente declarado o vencedor logo no primeiro turno da disputa pelo governo estadual.
Atualmente, Douglas Ruas contabiliza 4.271.199 votos, o que representa 49,27% da preferência do eleitorado, ficando ligeiramente abaixo da maioria absoluta necessária para encerrar a corrida eleitoral de forma imediata. Seu principal concorrente, Eduardo Paes, do PSD, atingiu 3.706.984 votos, alcançando 42,76%. Anthony Garotinho somou 274.411 votos, o equivalente a 3,17% do total.
A lógica do sistema eleitoral brasileiro dita que, ao excluir os votos de um candidato considerado inelegível do cálculo dos votos válidos, a base de contagem é reduzida. Se a mudança for confirmada, o percentual alcançado por Ruas superará a marca dos 50%, preenchendo o requisito constitucional para o encerramento do processo sem a necessidade de um segundo turno. A sessão de quinta-feira, portanto, não é apenas um trâmite processual, mas o momento que definirá o comando do Palácio Guanabara nos próximos anos.










