Venda Nova do Imigrante (ES) – A presença de Neymar na equipe titular do Brasil para o confronto contra o Haiti, na próxima sexta-feira (19), continua improvável, apesar de um avanço crucial em sua recuperação. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a seleção brasileira se prepara na Filadélfia para o segundo jogo da Copa do Mundo, mas o camisa 10 ainda cumpre etapas de transição física.
Na última terça-feira (16), o atacante pisou no gramado do Columbia Park, centro de treinamentos do New York Red Bulls, em Nova Jersey, pela primeira vez desde que se apresentou à seleção. A atividade, realizada sem a presença de jornalistas, marcou o início dos trabalhos de campo do atleta. Ao lado do preparador físico Mino Fulco, Neymar começou o dia correndo de tênis e, posteriormente, calçou as chuteiras para fazer embaixadinhas e treinos leves de condução de bola. Ele não participou das atividades táticas e técnicas com o restante do elenco.
Divergência médica e recuperação
O calvário do jogador começou em 17 de maio, na derrota por 3 a 0 do Santos para o Coritiba, na Neo Química Arena. Na ocasião, o departamento médico do clube paulista minimizou o problema na panturrilha direita, classificando-o como uma pancada leve. Convocado no dia seguinte por Ancelotti, Neymar se apresentou em Teresópolis, na Granja Comary, dez dias depois. Foi lá que novos exames constataram uma lesão de grau dois, muito mais complexa do que o diagnóstico inicial sugeria.
O médico da seleção, Rodrigo Lasmar, estipulou na época um prazo de duas a três semanas para que o jogador voltasse aos treinos no campo. Esse período se encerra justamente nesta quarta-feira (17), dia em que a última partida oficial de Neymar completa exatamente um mês.
Com o retorno gradual, a tendência é que o atacante repita o papel que teve na estreia do Mundial, no último sábado (13), quando acompanhou do banco de reservas o empate por 1 a 1 contra Marrocos. A comissão técnica adota cautela para evitar uma nova recaída física do principal astro do elenco.










