Cariacica (ES) – Na próxima quinta-feira, dia 11 de junho, os gramados de Canadá, Estados Unidos e México dão a largada para a Copa do Mundo, trazendo no Grupo H uma mistura de favoritismo europeu, tradição sul-americana e sonhos de estreantes. É nesse cenário que a Espanha tenta espantar os fantasmas das últimas três edições do torneio e reviver a glória de 2010.
Atual campeã da Eurocopa de 2024 após superar a Inglaterra, a seleção espanhola entra em campo respaldada pelo trabalho do técnico Luis De La Fuente. Sob sua direção há quase três anos e meio, a equipe sobrou nas eliminatórias, somando cinco vitórias em seis partidas sem nenhuma derrota. O elenco liderado por jovens talentos como Lamine Yamal, do Barcelona, e por nomes consagrados como Rodri, do Manchester City, e Cucurella, do Chelsea, tenta apagar as eliminações precoces nas oitavas de final de 2018 e 2022, além da queda ainda na primeira fase no Brasil, em 2014.
O principal rival dos espanhóis na chave deve ser o Uruguai. Dono de dois títulos mundiais, em 1930 e 1950, o país quer apagar a péssima impressão deixada no Catar, quando caiu na fase de grupos. O técnico argentino Marcelo Bielsa aposta na força do meio-campo e convocou 12 jogadores para o setor, incluindo astros como Federico Valverde, do Real Madrid, Rodrigo Bentancur, do Tottenham, Manuel Ugarte e Nicolás de la Cruz, do Flamengo. Há, contudo, uma preocupação médica: o flamenguista Giorgian De Arrascaeta e o palmeirense Joaquín Piquerez tentam se recuperar a tempo de graves lesões.
Correndo por fora, a Arábia Saudita chega à sua sétima participação querendo repetir o feito de 1994, quando alcançou as oitavas de final justamente em solo americano. Os sauditas, que surpreenderam o planeta ao bater a Argentina na última Copa, agora são comandados pelo grego Georgios Donis, substituto de Hervé Renard. A força do time está no entrosamento de atletas que atuam no Al-Hilal e no Al-Nassr, tendo o veterano atacante Salem Al-Dawsari, de 34 anos, como principal referência técnica.
A grande novidade da chave é Cabo Verde, estreante em Copas do Mundo após desbancar a tradicional seleção de Camarões nas eliminatórias. O feito credenciou o técnico Pedro Brito, o Bubista, como o melhor comandante do continente africano na temporada passada. Com um grupo formado por atletas que atuam no futebol português e em ligas europeias menores, os chamados “Tubarões Azuis” confiam na liderança do capitão Ryan Mendes, atacante que defende o Iğdır, da segunda divisão turca.











