Nova Jersey, Estados Unidos – O ouro inédito conquistado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deixou marcas profundas na carreira de Douglas Santos. Ao lado de nomes como Marquinhos e Neymar, o atual lateral-esquerdo do Zenit vivenciou de perto a pressão colossal de jogar sob o olhar atento de uma nação inteira. Hoje, essa experiência serve como alicerce para o desafio de buscar o sexto título mundial, um objetivo que o jogador trata com foco absoluto.
A trajetória de Douglas com a camisa da seleção é marcada pela persistência. Após estrear em um amistoso contra o Panamá no mesmo ano da Olimpíada, ele enfrentou um hiato de nove anos longe da equipe principal. O retorno em 2025 foi o divisor de águas que convenceu o técnico Carlo Ancelotti de sua utilidade tática. Aos 32 anos, o lateral ganhou a titularidade na disputa com Alex Sandro, apostando no que define como o “feijão com arroz” bem executado: a simplicidade aliada à excelência técnica.
Em Nova Jersey, onde a delegação está concentrada, o camisa 16 explicou como tem trabalhado o entrosamento com Vinícius Júnior. O papel de Douglas exige uma leitura constante do jogo, calculando o momento preciso para avançar no apoio ofensivo sem desguarnecer o setor esquerdo. A instrução de Ancelotti é clara: a segurança defensiva deve caminhar lado a lado com a criação de opções no ataque.
O próximo compromisso brasileiro está marcado para este domingo, às 17h, contra a Noruega. O duelo vale uma vaga nas quartas de final e o clima já ganhou contornos de tensão. Após o técnico norueguês Stale Solbakken declarar, em tom enigmático, que a seleção de Ancelotti deveria “esperar” pela chegada de seu time, o elenco brasileiro absorveu o comentário como combustível extra.
Para Douglas, essas manifestações externas funcionam como estímulo. Ele recorda o episódio recente com o atacante japonês Kento Shiogai, que questionou a força do Brasil antes da vitória canarinho por 2 a 1. A resposta do grupo tem sido dada dentro das quatro linhas, com paciência e resiliência diante de adversidades, como aconteceu após o gol sofrido contra a Costa do Marfim. O lateral garante que o grupo sabe exatamente o que precisa entregar para manter o sonho do hexacampeonato vivo até o fim.








