Cachoeiro do Itapemirim (ES) – O Cruzeiro inicia nesta sexta-feira, às 21h, uma trajetória inédita na Libertadores Feminina. Em sua primeira participação na história do torneio continental, que ocorre em Quito, no Equador, a equipe mineira entra em campo no Estádio Casa Blanca para encarar a LDU, clube anfitrião. O desafio das Cabulosas pelo Grupo C, que ainda conta com Bolívar e Olimpia, exige superação imediata: o técnico Jonas Urias precisa contornar uma série de desfalques por lesões graves, incluindo cinco atletas em recuperação de ligamento cruzado anterior no joelho.
A lista de baixas recentes incluiu a goleira Cláudia, com uma lesão na coxa direita, o que forçou o clube a buscar a contratação emergencial de Taluane, vinda do América-MG. Apesar das ausências, o elenco ganha o reforço da atacante Letícia Ferreira, artilheira do time em 2025 com 27 gols, que retorna aos gramados após cirurgia no ombro. O Cruzeiro torna-se o 15º clube brasileiro a disputar a competição, marcando a estreia histórica de uma agremiação mineira no torneio que já consagrou potências como Corinthians, São José, Santos, Ferroviária e Palmeiras.
Enquanto o Cruzeiro se prepara para o desafio, o Palmeiras já colheu seus primeiros frutos na competição. Em jogo realizado na noite de quinta-feira, as Palestrinas venceram o Universitario, do Peru, por 1 a 0, com gol de Brena logo aos 15 minutos de partida. O resultado coloca o time comandado pela técnica Rosana Augusto na liderança do Grupo B, com três pontos. O próximo compromisso alviverde será no domingo, contra o Belgrano, da Argentina.
A vitória palmeirense, no entanto, foi marcada pela dificuldade de ampliar o placar diante da altitude de 2.850 metros de Quito, que afetou o ritmo da partida e exigiu atendimento médico com oxigênio para atletas adversárias. O Palmeiras optou por preservar jogadoras que serviram à seleção brasileira recentemente, mantendo nomes como Bia Zaneratto no banco de reservas durante o início do duelo. Mesmo com a superioridade técnica, a equipe desperdiçou diversas chances de gol, incluindo um pênalti perdido por Pati Maldaner no segundo tempo, em um cenário onde a eficiência física tornou-se um diferencial decisivo para suportar o ambiente desafiador da capital equatoriana.










