Rabat, Marrocos – O sonho de conquistar um título inédito no futebol feminino de base foi adiado nesta quarta-feira. Em partida disputada no Complexo de Futebol Mohammed VI, na capital marroquina, a seleção brasileira sub-17 não conseguiu conter a pressão da Nigéria e foi superada por 3 a 1. Com o revés, o Brasil se despede da briga pelo troféu e volta as atenções para a disputa da medalha de bronze.
Apesar da eliminação, a equipe brasileira ainda tem a oportunidade de encerrar a campanha com um resultado expressivo. No próximo sábado, dia 7, o elenco encara a Coreia do Norte no campo dois do mesmo complexo esportivo, com início marcado para as 13h, no horário de Brasília. O adversário também vem de um revés nas semifinais e busca o pódio após ter levantado a taça no ano passado.
Dentro de campo, o domínio nigeriano foi evidente durante grande parte do confronto. O sistema defensivo brasileiro conseguiu segurar o ímpeto adversário no primeiro tempo, muito em razão das intervenções da goleira Nathy. No entanto, o cenário mudou após o intervalo. Logo aos dez minutos, o bloqueio foi rompido: Oluwakemi Adegbuyi avançou pela área e, após uma finalização imprecisa, Queen Joseph aproveitou a sobra para abrir o marcador.
A vantagem das africanas foi ampliada aos 25 minutos. A meia Awawu Bashiru, em um lance de felicidade, tentou um cruzamento da esquerda que acabou encobrindo a goleira brasileira e morrendo no fundo das redes. Nove minutos depois, a própria Bashiru fechou a conta nigeriana, concluindo uma jogada coletiva que desestabilizou a marcação brasileira.
Nos momentos finais, aos 43 minutos, o Brasil conseguiu diminuir a diferença com Greise. Em um lance que destacou o entrosamento entre atletas da Ferroviária, a atacante aproveitou o cruzamento preciso de Yasmin Queiroz para marcar de cabeça. O gol, contudo, ocorreu tarde demais para qualquer tentativa de reação consistente.
Enquanto o Brasil se prepara para o confronto de consolação, a Nigéria avança para decidir o título contra o Japão. A final está agendada para o mesmo sábado, às 15h30, no Estádio Olímpico de Rabat. As nigerianas buscam uma conquista inédita na história do torneio, enquanto as japonesas tentam repetir o feito de 2014, quando sagraram-se campeãs mundiais na Costa Rica.












