Riade, Arábia Saudita – O segundo terminal aéreo mais movimentado da Arábia Saudita continuará com as portas fechadas até o próximo sábado, dia 17. A medida drástica veio após uma série de ataques violentos no aeroporto de Riade que resultou na morte de pelo menos 18 pessoas e deixou cerca de 300 feridos. A investida militar foi executada pelos Houthis do Iêmen, facção que mantém alinhamento com o Irã.
Com a paralisação prolongada do complexo aeroportuário, as companhias aéreas que operam no país foram forçadas a cancelar quase metade de toda a malha aérea nacional, atingindo 46,4% dos voos programados. A interrupção súbita gerou caos logístico e repercussões imediatas na economia regional, embora o mercado financeiro tenha contrariado o pessimismo. As bolsas de valores do Golfo encerraram as negociações em alta nesta terça-feira, dia 13, quebrando uma sequência de quatro sessões consecutivas de perdas no principal índice saudita.
Nos quatro dias que antecederam a ofensiva letal contra o aeroporto da capital, o governo saudita havia interrompido a emissão de alertas públicos sobre a atividade militar na zona. Questionada sobre a ausência de avisos prévios à população, a Defesa Civil do país evitou prestar esclarecimentos até que as explosões sacudissem o local. Apenas na última segunda-feira, dia 12, as autoridades retomaram a emissão de comunicados oficiais sobre riscos iminentes tanto na capital quanto em municípios localizados no sul do território saudita.
A escalada do conflito também incluiu investidas em outras frentes. Os insurgentes do Iêmen assumiram a autoria de um ataque com drone direcionado a uma base militar situada na cidade de Khamis Mushait. Desde o início das hostilidades ligadas ao confronto entre Estados Unidos e Irã, todas as nações que compõem a região do Golfo já registraram incidentes envolvendo o lançamento de mísseis e drones iranianos contra seus territórios.
Diante do agravamento da crise, o governo brasileiro manifestou oposição firme ao aumento das hostilidades e condenou os atentados direcionados a alvos de infraestrutura civil perpetrados pelo grupo Houthi. Até o momento, o Itamaraty confirmou que não há nenhum registro de cidadãos brasileiros feridos ou atingidos pela onda de violência na península arábica.









