Brasília (DF) – O Tribunal Superior Eleitoral recorreu à Polícia Federal para investigar um volume expressivo de ataques virtuais direcionados aos seus servidores. A decisão ocorre após o órgão identificar um padrão de hostilidade que extrapolou o limite da crítica política, atingindo diretamente a integridade de quem trabalha na organização do processo eleitoral brasileiro.
Até o início da tarde da última quinta-feira (8), os sistemas de monitoramento do tribunal contabilizaram cerca de 30 mil manifestações hostis nas plataformas digitais. O conteúdo dessas publicações não se limita a ofensas generalizadas; envolve a exposição pública de dados pessoais de funcionários, ameaças explícitas contra seus familiares, além da propagação sistemática de desinformação e discurso de ódio.
Diante do cenário de vulnerabilidade da equipe, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a implementação imediata de medidas de proteção. Entre as ações previstas, destaca-se a oferta de suporte psicológico especializado para os servidores afetados e a garantia de reforço em seus esquemas de segurança pessoal e familiar, visando mitigar os riscos causados pela exposição indevida.
Para ampliar a resposta institucional, o tribunal também oficializou o Ministério Público sobre os episódios, solicitando as providências cabíveis dentro da esfera jurídica. Paralelamente, as redes sociais foram notificadas sobre a proliferação desse conteúdo irregular em seus domínios, com a exigência de que as plataformas atuem prontamente na remoção das postagens e na cooperação com as investigações em curso.
A ofensiva digital contra o corpo técnico da Justiça Eleitoral coloca em xeque a segurança de profissionais que atuam nos bastidores da democracia. A expectativa agora é que a atuação da PF e a pressão sobre as redes sociais consigam identificar os responsáveis por incitar o assédio e a violência contra os servidores, garantindo que o ambiente de trabalho no tribunal seja preservado de intimidações externas.












