Brasília (DF) – O tratamento para pacientes que enfrentam a doença crônica do enxerto contra o hospedeiro ganhou um reforço importante. A Anvisa concedeu o registro ao Niktimvo, cujo princípio ativo é o axatilimabe. O fármaco é um anticorpo monoclonal desenvolvido para atender adultos e jovens com peso a partir de 40 quilos que não obtiveram sucesso com outras abordagens terapêuticas.
Essa condição clínica surge frequentemente como uma complicação tardia após o transplante de medula óssea. Em geral, os sintomas manifestam-se após o centésimo dia do procedimento. O quadro ocorre quando os linfócitos T vindos do doador identificam os tecidos do organismo do paciente receptor como agentes estranhos, desencadeando um processo de ataque sistêmico.
A gravidade da doença está ligada a uma taxa elevada de morbidade e a um impacto severo na qualidade de vida, além de elevar o risco de mortalidade. De acordo com a autoridade reguladora, pacientes que falharam em múltiplas linhas de tratamento terapêutico enfrentam um cenário de opções escassas, o que evidenciava uma demanda médica urgente que agora recebe uma alternativa.
Para ter acesso ao Niktimvo, o protocolo exige que o paciente já tenha passado por pelo menos duas outras formas de terapia sistêmica sem apresentar a resposta esperada. Trata-se, portanto, de uma medicação voltada para casos mais complexos e resistentes às alternativas convencionais disponíveis atualmente.
Os resultados clínicos que embasaram a aprovação foram expressivos. O estudo utilizou uma dosagem de 0,3 miligrama por quilo, com administração quinzenal. O levantamento concluiu que esse regime oferece a melhor relação entre benefício e risco, atingindo uma taxa de resposta global de 73,8% logo nos seis primeiros ciclos do tratamento.












