Brasília (DF) – Candidatos que aguardam na lista de espera da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), realizado em 2025, já podem consultar a nova classificação para o preenchimento de vagas remanescentes. O resultado, viabilizado pela Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em conjunto com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foi oficializado nesta sexta-feira (25) por meio do Diário Oficial da União.
As oportunidades contemplam cargos de níveis intermediário e superior. O edital nº 260/2026 detalha a distribuição dessas vagas entre os órgãos e entidades participantes do certame, observando tanto a ampla concorrência quanto as reservas estabelecidas para cotas. A lista recém-divulgada organiza os candidatos com base na pontuação final obtida, levando em conta a disponibilidade nas filas de espera, as modalidades de concorrência — que incluem cotas raciais, indígenas e para pessoas com deficiência — e os critérios de alternância.
O sistema de seleção opera sob uma lógica de prioridade definida pelos próprios inscritos. Ao se candidatarem, os participantes indicaram uma ordem de preferência para os cargos dentro de seus blocos temáticos. Caso um candidato seja convocado para a função escolhida como primeira opção, ele é automaticamente removido das demais listas de cargos que figuravam como alternativas de menor prioridade. Essa dinâmica, embora exclua o nome do sistema para evitar acúmulo de nomeações, abre caminho para que outros candidatos da lista de espera sejam chamados para ocupar essas posições abertas.
A norma, contudo, possui uma exceção clara: o candidato não será removido das outras listas se já tiver sido formalmente nomeado para um dos cargos secundários até a data da publicação do edital. Além disso, a situação dos aprovados em cargos que exigem fases adicionais, como avaliação de títulos, procedimentos de validação e heteroidentificação ou etapas complementares, permanece condicionada à conclusão desses processos específicos.
A fase de heteroidentificação, fundamental para garantir a integridade do sistema de cotas, avalia as autodeclarações de candidatos negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, seja por meio de bancas presenciais ou análise documental. Para aqueles que solicitaram a reclassificação para o fim da fila de um cargo ou especialidade, o resultado será consolidado e publicado em um edital próprio, segundo as diretrizes estabelecidas.
O Ministério da Gestão ressalta que a responsabilidade pela convocação final recai sobre cada órgão federal participante, que possui autonomia para definir seus próprios prazos e ritos administrativos. Por isso, recomenda-se que os classificados monitorem atentamente as comunicações oficiais de suas respectivas pastas.
A segunda edição do chamado Enem dos Concursos, ocorrida no segundo semestre de 2025, colocou em disputa 3.652 vagas espalhadas por 32 órgãos federais, divididas em nove blocos temáticos. Desse total, 3.144 postos foram destinados a profissionais de nível superior e 508 a cargos de nível intermediário. O processo seletivo também ficou marcado por uma iniciativa inédita de equiparação de gênero, que buscou equilibrar a presença de mulheres na fase discursiva, resultando em uma participação feminina expressiva, representando cerca de 57% do total de convocados para a etapa.











