Iúna (ES) – O início do Fórum de Madrid em Santiago, no Chile, foi marcado por um clima de forte tensão social. Enquanto o encontro reunia lideranças da extrema direita internacional para debater pautas políticas, do lado de fora das dependências do evento, uma multidão se aglomerava em um protesto que escalou para um confronto direto com as forças de segurança. A polícia precisou utilizar canhões de água para dispersar os participantes do ato, que reunia estudantes, coletivos femininos e diversos movimentos sociais contrários à presença dos convidados.
O evento, que se posiciona como um dos principais pontos de encontro para partidos e figuras conservadoras, tem no presidente da Argentina, Javier Milei, e no ex-candidato presidencial chileno, José Antonio Kast, os seus nomes de maior relevância. A presença de ambos é aguardada como o ponto alto das discussões do fórum, embora a recepção popular tenha sido significativamente hostil, refletindo a polarização que circunda as pautas defendidas pelas legendas representadas no encontro.
Do outro lado do continente, a costa do Pacífico Norte mexicano enfrentou os efeitos de um furacão de categoria 1. O fenômeno provocou inundações severas, com registros de enxurradas percorrendo as ruas de Cabo San Lucas. Com ventos atingindo 150 quilômetros por hora, a tempestade causou estragos pontuais, mas as autoridades locais informaram que, até o momento, não foram contabilizados danos de grande proporção.
Apesar da aparente estabilidade após a passagem do centro da tempestade, o Serviço Meteorológico do México mantém o estado de alerta. A previsão meteorológica indica que as chuvas podem se tornar ainda mais intensas nas próximas horas, acompanhadas de rajadas de vento na casa dos 70 quilômetros por hora e ondas que devem atingir até quatro metros de altura na região costeira.
Enquanto o Chile e o México lidam com crises políticas e climáticas, o cenário no Nepal e na região do Tibete permanece desolador após a avalanche que devastou o vale do rio Trishuli. Passada uma semana da catástrofe, que deixou um saldo superior a 1,2 mil mortos, os esforços de recuperação tornam-se cada vez mais complexos. O solo da área atingida solidificou-se, assemelhando-se ao concreto, o que dificulta o acesso das equipes de resgate.
O trabalho de busca por sobreviventes concentra-se agora na tentativa de alcançar centenas de trabalhadores que permanecem isolados nas dependências de usinas hidrelétricas. Estimativas oficiais apontam que aproximadamente 900 pessoas ainda estariam presas nos escombros ou em áreas de difícil acesso. A operação de limpeza e resgate enfrenta, além do tempo, o desafio geográfico de uma região que perdeu qualquer sinal visível de ocupação humana após o soterramento.









