Serra (ES) – Unidades básicas de saúde e pontos de atendimento em todo o Brasil abrem as portas neste sábado, 22 de agosto, para o Dia D da Campanha de Multivacinação. A mobilização, que integra um esforço contínuo para recuperar os índices de cobertura do calendário infantil, é voltada especificamente para crianças e adolescentes com menos de 15 anos. O objetivo principal é revisar os históricos de vacinação e garantir que nenhuma dose necessária seja negligenciada.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou o chamado à população em cadeia nacional de rádio e televisão. O gestor destacou a importância da adesão das famílias para blindar o país contra doenças que já estavam sob controle. Entre as novidades desta edição está a introdução inédita da vacina pneumocócica 20-valente, indicada para menores de 5 anos, que expande o espectro de proteção contra meningites e pneumonias causadas pelo pneumococo.
A lista de imunizantes disponíveis abrange desde doses fundamentais para a primeira infância, como BCG, hepatite B e poliomielite, até vacinas contra HPV, gripe, covid-19 e dengue. A oferta, que segue disponível até 1º de setembro, integra as mais de 180 milhões de doses distribuídas pela pasta ao longo do ano. Segundo os registros oficiais, os imunizantes contra influenza, sarampo e poliomielite figuram atualmente como os mais procurados pela população.
A vigilância contra o sarampo merece atenção especial neste momento. Diante do aumento de casos nas Américas e da identificação de registros importados no Brasil, a estratégia de vacinação indiscriminada continua ativa em Guarulhos, São Bernardo do Campo e na capital paulista, atendendo pessoas de 6 meses a 59 anos. Entre 3 e 14 de agosto, essas regiões somaram mais de 529,8 mil doses da tríplice viral aplicadas, evidenciando o esforço das autoridades para conter a reintrodução do vírus no território nacional.
Ao reiterar o convite para a vacinação, o ministro fez um alerta direto sobre o impacto das notícias falsas na saúde pública. O combate à desinformação é visto como pilar central para assegurar que as famílias se sintam seguras ao levar seus filhos aos postos. A meta é clara: evitar que a hesitação vacinal comprometa décadas de avanços na imunização nacional e garanta proteção ampla contra doenças que podem ser evitadas com a manutenção das doses em dia.













