Szombathely, Hungria – Dois anos após sua última participação em etapas da Copa do Mundo, Rebeca Andrade está de volta ao circuito internacional. A ginasta, que detém o posto de maior medalhista olímpica da história do Brasil, foi confirmada pela Confederação Brasileira de Ginástica para o torneio em Szombathely, na Hungria, que acontece entre os dias 14 e 21 de setembro. Ao lado de Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira, a paulista de Guarulhos focará sua participação nas provas de salto e trave.
O retorno de Rebeca marca uma etapa estratégica em seu cronograma. Depois de brilhar nos Jogos de Paris, onde acumulou quatro pódios — incluindo o ouro no solo, pratas no salto e individual geral, e bronze por equipes —, a atleta optou por um hiato de dois meses para recuperar o equilíbrio físico e mental. Esse descanso seguiu-se a uma sequência vitoriosa que consolidou seu nome como referência mundial no aparelho salto, onde cravou a nota 14.800 em apresentação no Campeonato Brasileiro deste ano, a maior pontuação global na temporada com a execução do Yurchenko com dupla pirueta.
A convocação para a Hungria e para os Jogos Sul-Americanos em Santa Fé, na Argentina, faz parte da preparação definitiva para o Campeonato Mundial, marcado para outubro em Roterdã, na Holanda. Enquanto o time feminino se divide entre os compromissos, a seleção masculina também intensifica o ritmo. Para o desafio húngaro, a entidade escalou Arthur Nory, Caio Souza e Lucas Bittencourt.
Já a delegação brasileira que viaja à Argentina, entre os dias 11 e 17 de setembro, contará com uma equipe feminina composta por Carolyne Pedro, Gabriela Barbosa, Gabriela Bouças, Júlia Coutinho, Duda Monteiro e Thaís Fidélis. O grupo masculino terá Bernardo Miranda, Diogo Soares, Johnny Oshiro, Patrick Corrêa, Vitaliy Guimarães e Yuri Guimarães.
A presença de Rebeca nas competições deste segundo semestre reforça a retomada gradual que a ginasta iniciou ainda em junho, durante o Campeonato Pan-Americano no Rio de Janeiro. Naquela ocasião, ela conquistou o ouro no salto e ajudou o Brasil a subir no pódio na disputa por equipes. O calendário de setembro, portanto, surge como um teste crucial para as pretensões brasileiras no Mundial holandês.











