Brasília (DF) – Desde a última terça-feira (11/8), está disponível uma nova linha de crédito voltada especificamente para trabalhadores que atuam na informalidade. A medida contempla brasileiros que não possuem vínculo empregatício formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), além de excluir servidores públicos e beneficiários de aposentadorias ou pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa foca em quem já mantém um compromisso financeiro com bancos, permitindo a substituição de débitos vigentes por uma nova operação com taxas mais controladas.
A estrutura do programa limita a taxa de juros a 1,99% ao mês, servindo como uma ferramenta de refinanciamento para quitar integralmente o saldo devedor anterior. Além disso, existe a possibilidade de solicitar um crédito extra, limitado a 50% do valor que ainda resta ser pago na operação original. Para viabilizar essa contratação adicional, contudo, é necessário que a nova parcela não exceda 90% do valor que o cliente já vinha pagando mensalmente em seu contrato original.
Para se qualificar ao benefício, o interessado deve possuir um crédito pessoal com, no mínimo, quatro prestações já quitadas. O perfil aceito inclui tanto aqueles que estão rigorosamente em dia com seus pagamentos quanto indivíduos que apresentem um atraso de até 90 dias, desde que o saldo devedor total não ultrapasse o teto de R$ 15 mil. A duração do novo contrato será baseada no período restante da dívida original, com a flexibilidade de um acréscimo de até seis meses no prazo final, dependendo da análise de cada caso.
Atualmente, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já estão aptos a operacionalizar a modalidade, mas a expectativa é que outras instituições financeiras integrem o programa nos próximos dias. A recomendação é que os interessados busquem diretamente seus bancos para verificar a adesão ao plano e as condições específicas. A segurança da operação para as instituições é assegurada pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), gerido pelo Banco do Brasil, que oferece cobertura de até 50% para as primeiras perdas da carteira e garante integralmente cada transação que venha a se tornar inadimplente.











