Brasília (DF) – Uma decisão publicada na última quarta-feira, dia 12, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impôs um bloqueio total à fabricação e à comercialização de 12 produtos de limpeza. O órgão fiscalizador agiu após identificar que os itens circulavam no mercado sem o devido registro sanitário, uma exigência fundamental para garantir que substâncias químicas passem por testes de segurança antes de chegarem às residências dos consumidores.
A medida é abrangente e atinge fabricantes cujas origens permanecem sob investigação, já que, conforme apontado pela autoridade reguladora, as empresas envolvidas não possuem autorização de funcionamento. Entre os itens retirados das prateleiras e proibidos de serem produzidos, destacam-se diversos tipos de alvejantes e tira-manchas, muitos dos quais formulados à base de percarbonato de sódio. A ausência de procedência confirmada desses químicos coloca em xeque a segurança de quem os manipula.
A lista de produtos afetados pela medida inclui o Oxypur (Quimpac), o Percarbonato de Sódio da marca Los Chefs, o Alvejante Natural Multiuso (nova fórmula), bem como as versões de percarbonato comercializadas pela Vong Home, pela Nativa e pela Oxigen. Também foram proibidos o Boa Alvejante Percarbonato de Sódio em pó, o Percarbonato Plus da ANS Agrária, o Yta Clean, o Alvejante Tira Manchas da Amigos Distribuidora, o Tira Manchas da FV Group e o Percarbonato Top Brilho.
A determinação da Anvisa já está em vigor em todo o território nacional. A falta de regulamentação desses itens representa um risco potencial, pois produtos de limpeza sem registro não passam pelo crivo técnico que avalia a estabilidade da fórmula, a toxicidade dos componentes e a veracidade das informações contidas nos rótulos. Sem esse controle, o consumidor fica vulnerável a reações químicas inesperadas ou danos à saúde durante o manuseio doméstico.
Para quem já possui algum desses itens em casa, a orientação implícita em casos de interdição sanitária dessa natureza é a suspensão imediata do uso. A fiscalização deve agora atuar para garantir que os estoques restantes sejam recolhidos. Por ora, os consumidores devem estar atentos às marcas mencionadas para evitar a compra de produtos que, por não possuírem licença, não oferecem garantias mínimas de segurança ou eficácia.












