São Paulo (SP) – O presidente do STF, Edson Fachin, manifestou publicamente seu repúdio neste sábado, 25 de maio, após o presidente da Argentina, Javier Milei, proferir ofensas contra o ministro Alexandre de Moraes. Em comunicado oficial, o magistrado classificou o episódio como uma referência desrespeitosa e reafirmou a independência das instituições brasileiras diante de ingerências externas.
O atrito diplomático teve início durante a convenção nacional do PL, realizada em São Paulo. Em sua fala, o chefe do Executivo argentino utilizou o termo pejorativo “lixo careca” para se referir a Moraes. O ataque foi motivado pela negativa do ministro em autorizar uma visita a Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar sob condenação por tentativa de golpe de Estado.
A resposta da Presidência do STF veio em tom de firmeza institucional. Ao defender a autonomia do Judiciário do Brasil, Fachin lamentou que um representante de outro Estado utilize termos incompatíveis com a civilidade exigida nas relações internacionais. Para o ministro, o respeito mútuo é a base que deve sustentar o convívio entre as nações, independentemente de preferências políticas ou ideológicas.
A agenda de Milei em solo paulista não se limitou ao evento partidário onde ocorreu o lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda no sábado, o presidente argentino cumpriu compromisso oficial no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual de São Paulo.
Na ocasião, o governador Tarcísio de Freitas recepcionou o convidado estrangeiro e formalizou a entrega da Ordem do Ipiranga. A condecoração, tradicionalmente destinada a figuras que desempenharam serviços de relevância à população ou ao Estado, gerou novos debates sobre os alinhamentos diplomáticos e as escolhas de honrarias do governo paulista diante do cenário de tensão política instalada pelas declarações do mandatário argentino.












