Por Genival Silva de Souza
Nobre leitor por trás da tela, que seu precioso tempo dedica para juntar-se à minha reflexão sobre o que é considerado arte na atualidade, sob o olhar deste que aqui escreve.
Em um mundo repleto de telas, excesso de informações (e desinformações) e superficialidade de interações sociais, percebemos o grande impacto negativo, bem como o isolamento de jovens que trocam o contato real por aprovações rápidas em forma de curtidas e comentários. A corrida do indicador deslizando vídeos curtos, estimulando a ansiedade e transtornos relacionados, causa um impacto profundo na saúde mental, tornando desafiador contornar tal “brain rot”, termo utilizado para se referir ao tal “cérebro podre” e sua deterioração.
Certamente, os gatinhos fofos, as dancinhas com coreografias viciantes, imagens surrealistas, composições musicais, os clipes, as telas e as poesias são o que mais atrai e se torna algo altamente consumível aos donos dos “dedinhos nervosos”, que alimentam os algoritmos que entregam mais e mais.
Sem dúvida, o avanço tecnológico é bem-vindo, pois gera inúmeras benesses seja no campo da medicina, na eletrônica, e em diversos outros campos, consagrando-se como uma revolução global.
Com o intuito de apresentar meu ponto, discorri sobre a degradação e avanços. Contudo, há sempre um “mas”, apontando talvez o que trago para nossa reflexão. Como bem sabemos, arte é a mais pura expressão “humana” de comunicação. Seja através do desenho, da dança, da escrita, do teatro, ou seja, trata-se do ato de criar. A arte se apresenta como uma necessidade humana: é a representação mais perfeita dos sentimentos, culturas, tempos e valores. Ela se torna real a partir da intencionalidade do humano criador em se expressar.
Devido ao exposto, pergunto: O que seria da tela sem o pintor e suas pinceladas? O que seria do livro sem a pena do poeta? O que seria da dança sem o toque dos corpos a bailar? É preciso sentir para se expressar; é preciso intenção para colocar em prática; é preciso criar!
Dessa forma, fica a provocação aos “arteiros”: Um prompt de comando para gerar uma imagem, um texto, uma música ou um clipe… nada disso fará de você, caro “promptista” um verdadeiro artista.








