Dallas, Estados Unidos – O cenário das semifinais de 2026 recupera uma tradição histórica. Pela primeira vez desde 1990, na Itália, o quarteto finalista de uma Copa do Mundo é composto exclusivamente por seleções que já ergueram o troféu. Somadas, Argentina, França, Espanha e Inglaterra contabilizam sete conquistas, o que representa um terço de todos os títulos distribuídos nas 22 edições do torneio.
O primeiro bilhete para a decisão será carimbado nesta terça-feira (14), em Dallas, no confronto entre franceses e espanhóis, marcado para as 16h. Na quarta-feira (15), o destino da segunda vaga será selado em Atlanta, no duelo entre argentinos e ingleses, também às 16h.
A configuração deste ano remete ao peso histórico de 1990, embora com uma diferença de proporção. Naquela edição, os semifinalistas — Argentina, Inglaterra, Itália e Alemanha Ocidental — detinham oito dos 13 títulos disputados até então. Agora, a elite do futebol se consolidou também no ranking da FIFA: os quatro sobreviventes ocupam exatamente as quatro primeiras colocações da lista da entidade.
A caminhada até aqui exigiu desgastes distintos. França e Espanha chegam ao momento decisivo sem terem precisado de prorrogações ou penalidades na fase eliminatória. Os franceses somaram 282 minutos em campo, enquanto os espanhóis acumularam 285 minutos, com gols decisivos de Mikel Merino nas oitavas e quartas de final.
Do outro lado da chave, o percurso foi mais exaustivo. A Inglaterra precisou de 327 minutos, contando com o tempo extra contra a Noruega. A Argentina é quem apresenta o maior desgaste físico acumulado: foram 364 minutos para superar Cabo Verde, Egito e Suíça. Curiosamente, a trajetória dos argentinos enfrentou, ao menos em teoria, oponentes menos expressivos conforme o ranking da FIFA.
Enquanto a disputa pelo topo do ranking mundial esquenta, a Espanha carrega o maior histórico de liderança entre os quatro semifinalistas, com 2.154 dias na primeira colocação, acumulados principalmente entre 2008 e 2013. A Argentina contabiliza 1.697 dias no topo, seguida pela França, que vive sua fase de liderança mais recente. Já a Inglaterra, apesar da tradição, busca superar uma barreira estatística peculiar: os campeões de 1966 jamais alcançaram o posto de número 1 da lista da FIFA, tendo como recorde a terceira posição atingida em momentos isolados de 2012 e 2024.











