Rio de Janeiro (RJ) – O Parque Nacional da Tijuca completa 65 anos de história com uma celebração aberta ao público neste sábado, 11 de julho. Das 8h às 16h, os visitantes encontrarão uma agenda que mescla lazer, educação ambiental e acesso a serviços públicos, ocupando pontos estratégicos do setor Floresta da Tijuca, no Alto da Boa Vista.
A programação foi dividida em dois polos principais. No estacionamento da Cascatinha Taunay, o público terá acesso a trilhas históricas conduzidas pelo estudioso Gabriel Sales, além de práticas de ioga, massagens e uma estrutura da Prefeitura do Rio dedicada à vacinação e testes rápidos de saúde. Já na área do Centro de Visitantes Paineiras, o foco recai sobre a acessibilidade: idosos e pessoas com mobilidade reduzida poderão realizar passeios de van pela Vista Chinesa e pela Mesa do Imperador.
As crianças possuem espaço garantido com a pista de mountain bike e atividades como teatro educativo, pinturas faciais temáticas e oficinas de bioescultura. O evento também contará com a feira Alto Portas Abertas, exposições dos Bombeiros, vivências meditativas e o mutirão de voluntariado, que inclui o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica e a remoção de espécies exóticas.
A existência deste patrimônio, porém, remonta a décadas anteriores à criação oficial do parque, consolidada em 6 de julho de 1961. O projeto de preservação começou ainda no período imperial, em 1861, quando a área foi declarada Floresta Protetora para reverter os danos causados pelo avanço do café e da cana-de-açúcar. Esse esforço de reflorestamento, que resultou no plantio de mais de 100 mil árvores, teve entre seus protagonistas 11 pessoas negras escravizadas — Maria, Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo, Sabino, Macário, Clemente, Antônio e Francisco — cujos nomes foram recentemente homenageados em uma placa próxima ao centro de visitantes.
O parque, que hoje cobre 39,51 km², passou por diferentes fases, incluindo as intervenções paisagísticas de Roberto Burle Marx na década de 1940. A celebração deste sábado é um convite para revisitar esses marcos históricos.
Para participar, os interessados devem se dirigir à Estrada da Cascatinha, no Alto da Boa Vista, com acesso pela Praça Afonso Viseu. Detalhes adicionais sobre as atividades podem ser acompanhados nas redes sociais oficiais da unidade de conservação.













