Cariacica (ES) – O destino da França na Copa do Mundo de 2026 ainda guarda dois capítulos decisivos. Na próxima terça-feira (14), o time de Didier Deschamps encara a Espanha pela semifinal, confronto que precede ou a grande final, ou a disputa pelo terceiro lugar. Independentemente do desfecho, o favoritismo francês, que já era evidente antes da bola rolar, transformou-se em uma sucessão de marcas históricas.
Ao avançar no torneio, a atual geração tornou-se a quinta na história a emendar três semifinais consecutivas — feito compartilhado com os elencos lendários da Alemanha e do Brasil. O desafio agora é igualar o ápice dessas potências: chegar à terceira decisão seguida. Se o Brasil triunfou na primeira e na terceira dessas finais, a França tenta replicar essa eficácia sob os olhos de um grupo que mistura veteranos e sangue novo.
A longevidade do projeto tem nomes específicos. Kylian Mbappé, em sua terceira Copa, mantém o ritmo avassalador que o coloca em uma disputa particular com Lionel Messi pela artilharia histórica dos Mundiais. O atacante do Real Madrid soma 20 gols contra 21 do argentino. Na edição atual, ambos travam um duelo à parte, dividindo o topo da artilharia com oito gols cada.
No banco, a figura de Didier Deschamps personifica a continuidade. Com 19 vitórias, ele já detém o recorde de triunfos como técnico na competição. Ao final desta edição, após o oitavo jogo, ele alcançará 26 partidas, superando as 25 do alemão Helmut Schön, que sustentou o posto entre 1966 e 1978.
O vigor do elenco, contudo, sugere que o ciclo não termina aqui. Dos 26 convocados, 21 possuem menos de 30 anos. Michael Olise, aos 24, é o símbolo dessa renovação. Após brilhar no Crystal Palace e se transferir para o Bayern de Munique, o meia consolidou-se como o grande articulador francês. Com cinco assistências até o momento, ele está a apenas um passe para gol de igualar a marca estabelecida por Pelé em 1970.
A meta mais ambiciosa, porém, é coletiva. Caso a França conquiste o título vencendo os dois compromissos restantes, chegará a oito vitórias nesta Copa. O feito superaria o desempenho do Brasil de 2002 — que venceu as sete partidas que disputou — e colocaria este grupo de 2026 em um patamar de domínio absoluto na crônica das Copas do Mundo, pavimentando o terreno para o próximo ciclo em 2030.









