Los Angeles, Estados Unidos – O objetivo de conquistar a segunda estrela para o escudo espanhol ganhou fôlego nesta sexta-feira, dia 10. Em duelo disputado em Los Angeles, nos Estados Unidos, a Espanha superou a Bélgica por 2 a 1, assegurando sua vaga entre as quatro melhores seleções do torneio. O resultado pavimenta o caminho para um confronto de peso nas semifinais: os ibéricos agora encaram a França. O embate que definirá o primeiro finalista desta edição ocorrerá na próxima terça-feira, 14 de julho, às 16h, em Dallas.
A história recente entre Espanha e França é marcada por encontros decisivos. Enquanto a Espanha levou a melhor nas duas semifinais mais recentes — na Liga das Nações, em Stuttgart, e na Eurocopa de 2024, em Munique —, a última vitória francesa em um duelo de mata-mata contra os espanhóis remonta a 2021, na final da Liga das Nações em Milão.
O roteiro em Los Angeles foi escrito novamente pela precisão do banco de reservas. Mikel Merino, que já havia sido o herói da classificação contra Portugal nas quartas de final, repetiu a dose. A Espanha não alcançava uma semifinal de Copa desde a conquista histórica de 2010. Desde então, o caminho foi acidentado: uma eliminação precoce no Brasil em 2014, seguida por quedas nas oitavas de final nas edições da Rússia e do Catar.
Além da classificação, o triunfo desta sexta ampliou para 12 jogos a série invicta da Espanha frente aos belgas. O resultado também serviu como uma resposta histórica à Copa de 1986, quando a Bélgica eliminou os espanhóis nos pênaltis, após empate em 1 a 1. Para os Diabos Vermelhos, a derrota marca o encerramento do ciclo de sua chamada geração dourada. Nomes como Thibaut Courtois, Kevin de Bruyne, Alex Witsel e Romelu Lukaku, que encantaram o futebol mundial, despedem-se do torneio sem alcançar o título tão esperado.
O confronto foi taticamente intenso. Com lesões importantes, Rudi Garcia, técnico da Bélgica, precisou reorganizar seu meio-campo, enquanto Luis de la Fuente, pelo lado espanhol, optou pelo retorno de Fabian Ruiz ao time titular. Foi justamente Ruiz quem inaugurou o placar aos 29 minutos, aproveitando um rebote após finalização de Dani Olmo. A resposta belga veio aos 39 minutos, com Charles De Ketelaere, que encerrou a impressionante invencibilidade de 648 minutos do goleiro Unai Simon.
No segundo tempo, a tensão tomou conta do gramado quando Courtois, sentindo dores na coxa, deu lugar ao jovem Senne Lammens. A pressão espanhola, que insistia com as investidas de Lamine Yamal e a entrada de Nico Williams, acabou recompensada aos 42 minutos. Cubarsi arriscou de longa distância, Lammens espalmou e Merino, recém-saído do banco, empurrou para a rede. Nos acréscimos, a Bélgica tentou uma última cartada com Lukaku, mas a defesa espanhola garantiu a vantagem que carimbou a passagem para a próxima fase.








